Baladeiros

Numa conta rápida, seriam necessárias pelo menos quatro edições especiais como esta apenas para conseguir listar todos os 15 mil bares e 500 casas noturnas de São Paulo. Sem uma única fotinho ou ilustração. É um número astronômico, quase cinco vezes maior que o de Nova York, por exemplo. Mesmo com a lei criada pela Prefeitura para combater a poluição sonora, a noite paulistana continua sendo de longe a mais movimentada do País. Um exemplo? Em São Paulo se consome cerca de 170 mil litros de cerveja toda santa noite. Apenas no Bar Léo (Rua Aurora, 100, tel. 3221-0247), saem por dia 2 mil copos.A bem da verdade, algo está mudando rapidamente na noite da capital. O Programa de Silêncio Urbano (Psiu), que limita o barulho dos estabelecimentos depois da 1 hora, tem sido implacável - só na Vila Madalena, 30 bares e danceterias foram interditados no ano passado. A pressão para que o bares tirem as mesas da calçada e reduzam o barulho na madrugada fez o faturamento cair até 40%. A Vila Olímpia, reduto das baladas mais caras (algumas cobram a "bobagenzinha" de R$ 150 pela entrada), vive dias ainda piores. Se há quatro anos havia cerca de 3 mil estabelecimentos do bairro cadastrados na Prefeitura, entre lojas, bares, restaurantes e points de balada, hoje eles não passam de mil.Ainda assim, há um sem-número de opções para todos os tipos de baladeiros - da faraônica The Week (Rua Guaicurus, 324, tel. 3872-9966), com seus 6 mil metros quadrados, passando por franquias internacionais como a Pacha (Rua Mergenthaler, 829, tel. 2189-3700) e o Buddha Bar (Avenida Chedid Jafet, 131, tel. 3044-6181), até chegar ao acanhado Lapeju (Rua Frei Caneca, 892, tel. 3721-2888). De tão pequeno, o Lapeju nem tem garçom - muitos freqüentadores já tomam a liberdade de pegar a cerveja na geladeira, sem nenhuma cerimônia.

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