Balanço preliminar revela economia de energia no horário de verão

O Ministério de Minas e Energia divulgou um balanço preliminar do Horário de Verão 2005/2006, que se encerrará à meia-noite de sábado. A redução do consumo de energia no horário de pico (das 19 às 22 horas) nas regiões onde o horário vigorou - Sul, Sudeste e Centro-Oeste - ficou em 2.225 megawatts (MW), o equivalente à demanda, também no horário de pico, de uma cidade de 4,5 milhões de habitantes. Números preliminares indicam que a redução na demanda ficou um pouco abaixo da expectativa inicial do governo, que era de uma diminuição de 2.340 MW, número semelhante aos 2.387 MW de economia obtidos no verão passado. Os números divulgados hoje computam os dados recolhidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) até sábado passado. Os dados definitivos, incluindo a última semana do Horário de Verão, serão divulgados somente na segunda metade de março. O Ministério de Minas e Energia ressalta, entretanto, que o principal objetivo do Horário de Verão não é a simples redução no consumo, mas a minimização dos riscos de sobrecarga. Com ele, o objetivo é aproveitar mais a luminosidade desta época do ano, que já é naturalmente maior, de modo que as pessoas demorem mais para ligar seus equipamentos elétricos quando chegam em casa (entre o fim de tarde e o começo da noite). Com isso, o sistema elétrico consegue operar com folga, evitando-se riscos de interrupções no fornecimento de energia. Em números absolutos, a maior redução no consumo de energia no horário de pico neste verão foi registrada em São Paulo: 856 MW, ou 4,8% da demanda nesse período do dia. Em termos proporcionais, a maior redução foi registrada no Mato Grosso do Sul, de 7,6%, ou 43 MW. Somadas, as regiões Sudeste e Centro-Oeste reduziram sua demanda em 1.665 MW, carga similar à que é consumida na Região Metropolitana de Belo Horizonte no horário de ponta. No Sul, a demanda foi reduzida em 560 MW. À meia-noite do próximo sábado, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País terão de atrasar seus relógios em uma hora.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.