Balas com crack e cocaína apreendidas em S. José

O Serviço de Inteligência da Polícia Civil de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, conseguiu desmantelar uma das principais quadrilhas do tráfico de drogas do município. Seis pessoas foram presas com 500 porções de crack e cocaínaenvolvidas em balas de mascar e 2,5 kg de maconha em tijolos.Segundo o delegado Mário de Almeida, titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, 50 policiais participaram da ação, por volta das 6 horas da manhã, em um conjunto habitacional do bairro Monte Castelo, onde há 64 apartamentos populares. ?A ação foi rápida. Em três minutos vistoriamos vários apartamentos e não houve resistência.?Os policiais civis tinham em mãos um mandado de busca e apreensão coletivo concedido pelaJustiça. Apesar das investigações, que estavam sendo feitas há um mês, a apreensão surpreendeu a polícia pela maneira como a droga estava embalada. ?Sabíamos que havia o tráfico. Tínhamos fotos e pessoas infiltradas. O que não esperávamos era esta tamanha produção de balas, para dissimular a droga?, considerou o delegado.Porções de 3 gramas de cocaína estavam envolvidas em sacos plásticos e acopladas a balas sabor iogurte, embaladas em papéis rosa. As balas de hortelã levavam na embalagem verde pequenas pedras de crack envolvidas em papel alumínio. ?Foi a maneira que eles acharam de dissimular a comercialização. Quem iria desconfiar de alguém pedindo uma bala para outra pessoa?? questiona Almeida.Ele fez questão de ressaltar que as supostas balas não eram vendidas em nenhum estabelecimentocomercial, carrinhos de lanche ou pipoca, nem em escolas. ?Era mesmo na boca do tráfico. É claro que a questão das escolas, se as balas chegavam às escolas, é também alvo da nossa investigação.?Entre os seis detidos estava o menor L.M., conhecido por Tchuck, acusado de cometer seis homicídios. Os outros acusados Márcio Alves Poli, Luciano Alves, Otávio Alves de Oliveira, Edivaldo Pereira dos Santos e Maria Aparecida Pereira dos Santos Galvão, também tinham passagens pela polícia. As porções eram vendidas porR$ 10,00 e R$ 15,00.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.