Balística confirma que PM matou promotor

O delegado de Homicídios Wagner Pinto, responsável pelo inquérito sobre a morte do promotor Francisco José Lins do Rego Santos, ocorrida em janeiro, em Belo Horizonte, informou hoje que um exame de balística comprovou que a arma utilizada no crime era mesmo a do soldado PM Edson Nogueira. A pistola semi-automática PT-380, adquirida pelo soldado de um colega da PM, foi localizada pelos policiais em um lote vago na periferia, local indicado pelo próprio Nogueira, assassino confesso do promotor."O exame da perícia na arma e nas balas comprovou que partiram dela os mais de dez disparos que atingiram o promotor", disse o delegado. "A peça será incluída no inquérito, mas a história já estava esclarecida", acrescentou. O soldado Nogueira estava na garupa da motocicleta que parou ao lado do carro do promotor, em um semáforo da zona Sul da capital, de onde ele executou a vítima. A moto era pilotada pelo empresário Luciano Farah, dono de uma rede de postos de gasolina de Belo Horizonte que vinha sendo investigada por Lins do Rego e por outros integrantes do Ministério Público, suspeita de fazer parte de uma "máfia" que vinha adulterando combustíveis e fraudando impostos no Estado. De acordo com o delegado, Luciano, que está preso juntamente com o soldado PM - Nogueira e outros três PMs eram segurança particulares da rede do empresário -, confessou ser o mandante e co-autor do crime, há cerca de duas semanas, em conversa com investigadores do caso. Não houve, no entanto, formalização da confissão, com assinatura do empresário e registro em cartório.Mesmo assim, segundo Pinto, ele será indiciado. "A confissão dele de maneira formal não tem importância porque as provas materiais e subjetivas do inquérito não deixam dúvidas sobre a sua participação", explicou o policial. Luciano e o soldado foram enquadrados em homicídio qualificado e podem pegar de 12 a 30 anos de prisão.Balística confirma que PM matou promotor

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