Baloeiro se apresenta e é autuado em flagrante

Orientado pelo advogado Demerval Lozardo, que esperava defendê-lo em processo de "homicídio culposo", o comerciante Paulo Henrique da Silva, de 41 anos, apresentou-se, pouco antes de 1h00 da madrugada, ao delegado de plantão do 40º DP - Vila Santa Maria. "Paulinho", como é conhecido, é o dono da casa da Rua Marcelino de Camargo, 369, na Vila Carolina, Zona Norte, que explodiu no início da noite de sábado, matando oito pessoas. Contrariando a expectativa, o delegado José Carlos Franco o autuou em flagrante por vários delitos, entre eles o de "guarda de explosivos" e o de "periclitação de vida", por construir e soltar balões, além de homicídio. Por isso ele foi recolhido na carceragem daquela delegacia. Os peritos apuraram que as vítimas não morreram em consequência de queimaduras, mas sim de asfixia, pois, no mometo da explosão e do incêndio, teriam se refugiado num cômodo sem janelas, no interior da casa. "Paulinho" e outras duas pessoas fugiram para a rua. Até receber a orientação legal, ficou escondido na residência de um vizinho e alega tê-lo feito para evitar a imprensa que estava chegando ao local.Ainda segundo os peritos do setor de engenharia do Instituto de Criminalística, o grupo já se preparava para soltar o balão, que se incendiou. O fogo atingiu a grande quantidade de fogos da cangalha, que seria levada pelo balão gigante, e também botijões de gás que agravaram a explosão. Em poucos minutos o incêndio alcançou proporções incontroláveis e só foi dominado depois de muito trabalho dos soldados do Corpo de Bombeiros.

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