Bancada tucana na Câmara decide responder ataques do PT

A campanha do candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, terá o reforço dos deputados federais. Em reunião nesta terça-feira, 10, a bancada tucana decidiu partir para ofensiva, tanto na tribuna da Câmara quanto nos Estados, para responder aos ataques do PT.O clima foi de empolgação, segundo informou o deputado Walter Feldman (PSDB-SP). "Estamos no caminho certo. E vamos com firmeza responder ao terrorismo fundamental criado pelo PT", disse o deputado, ao criticar a estratégia do candidato Luiz Inácio Lula da Silva de espalhar "mentiras" de que um eventual governo de Alckmin irá demitir funcionários públicos e privatizar estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras.Em relação ao Bolsa Família, que os partidários de Lula afirmam que Alckmin também iria extinguir, os deputados decidiram deixar claro nos discursos que o programa foi criado no governo Fernando Henrique Cardoso e que, ao contrário da versão do PT, o tucano deseja ampliá-lo."Pit bull"Em resposta às críticas feitas pelo ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, a Alckmin, comparando-o a um cão pit bull e acusando-o de ter adotado uma postura fascista no debate, o deputado federal eleito pelo PSDB e um dos principais colaboradores da campanha presidencial tucana, Edson Aparecido, afirmou à Agência Estado que "o PT está partindo para os ataques pessoais por causa do desespero de perder as eleições".Na avaliação do deputado, Alckmin apenas externou a indignação do povo brasileiro, no debate do último domingo, e cobrou respostas e explicações sobre temas prioritários, como a questão ética. "Quem está baixando o nível da campanha, com ataques de natureza pessoal, é o pessoal do PT. Acredito que eles estão desesperados, com medo de perder as eleições e isso mostra que nunca estiveram preparados para discutir o futuro da nação." E continuou: "Uma coisa é o Geraldo ter sido contundente e verdadeiro quando esteve face a face com o Lula (no debate), outra é ser frouxo e mentiroso (numa referência ao adversário do PT)."Aparecido disse, ainda, que apesar da troca de farpas e do clima acirrado que está tomando conta deste segundo turno, a campanha de Alckmin deverá seguir na linha propositiva. "Temos de manter a campanha no nível das propostas, que é o que interessa ao País. Mas também não deixaremos de discutir a questão ética, que também é essencial."Na sua avaliação, a campanha tucana deverá crescer ainda mais neste segundo turno, com a adesão de novos aliados e simpatizantes em todo o País. "E um dado fundamental é que o Geraldo disse frente a frente (a Lula, na TV Bandeirantes) o que todo brasileiro gostaria de dizer," emendou.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 17h06

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