Bancadas querem direcionar emendas para metrô

Ontem, terminou o prazo para apresentação de emendas ao orçamento, antes da segunda votação do projeto pela Câmara Municipal, que deve ocorrer na próxima semana. A bancada de oposição do PT, por exemplo, com 12 parlamentares, apresentou 78 emendas, num total de R$ 1 bilhão. Cerca de R$ 400 milhões iriam para a construção de hospitais em Parelheiros, na zona sul, e no Jaçanã, na zona norte, e R$ 300 milhões para metrô e corredores de ônibus.Já a idéia dos vereadores tucanos, pela manhã, era abrir mão de suas emendas e encaminhar os recursos para o metrô. Com um bancada de 13 vereadores, a ação do PSDB pode destinar mais R$ 26 milhões para a ampliação da linha, uma das bandeiras da campanha de Kassab à reeleição. A promessa do prefeito é de investir R$ 250 milhões por ano no metrô. O Executivo havia fechado um acordo com o Legislativo que previa que cada um dos 55 parlamentares que iniciam o mandato em janeiro, além dos atuais, poderia apresentar emendas de até R$ 2 milhões, que são normalmente usadas pelos políticos em obras em seus redutos eleitorais. Mais à tarde, o PSDB ainda via como opção encaminhar todos os recursos para a saúde, mais especificamente para centros ambulatoriais e de especialidades.Procurado, Kassab (DEM), disse ver ''com muita simpatia'' a avaliação que está sendo feita pelas bancadas de direcionar a verba disponível para emendas de cada vereador para a ampliação do metrô. ''Existe um entendimento do Executivo com a Câmara Municipal no sentido de atender os parlamentares com emendas que cheguem a até R$ 2 milhões, que evidentemente sejam boas para a cidade'', explicou, após vistoriar com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o novo modelo de trem do metrô, no pátio de manutenção de Itaquera, na zona leste.Ele ressaltou que para a Prefeitura, "é indiferente" a destinação desses recursos, contanto que "o conjunto seja positivo". ''E o metrô é uma obra importante para a cidade. Vejo com muita simpatia, sejam as medidas individuais, sejam elas apresentadas em conjunto", afirmou.

Carolina Ruhman e Diego Zanchetta, O Estadao de S.Paulo

12 de dezembro de 2008 | 00h00

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