Bancadas veem renovação em lideranças

Nomes tradicionais do agronegócio, como Valdir Colatto (PMDB-SC) e Silas Brasileiro (PMDB-MG), foram reprovados nas urnas, que elegeram novas lideranças como o deputado Irajá Abreu (DEM-TO), filho da senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2010 | 01h00

Para o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), o quadro é positivo, pois muitos novatos são comprometidos com o agronegócio. Além de Lupion, outros nomes expressivos da linha de frente, como Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Moacir Micheletto (PMDB-PR) e Homero Pereira (PR-MT), se reelegeram.

"Foi uma grande conquista", disse o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, sobre a adesão do deputado reeleito Aldo Rebelo (PC do B-SP) à causa agrícola.

Relator do novo Código Florestal, Aldo passou a ter um discurso favorável ao agronegócio e, segundo Nabhan, reelegeu-se graças aos votos do setor. O partido que mais elegeu ruralistas foi o PMDB (15), seguido pelo DEM (13) e PP (10). Entre os Estados, o Paraná elegeu 11, seguido por Goiás e Minas, com 7 cada.

As cooperativas paranaenses comemoram as eleições para a Câmara de Osmar Serraglio (PMDB), Alex Canziani (PTB), Cida Borghetti (PP) e Reinhold Stephanes (PMDB). No Senado, 24 senadores têm vínculo com o agronegócio. No total, são 81 senadores, mas a maioria está ligada ao governo do PT. Entre os novos integrantes da bancada rural, Waldemir Moka (PMDB-MS) e Ana Amélia Lemos (PP-RS) são boas apostas.

O MST comemorou a reeleição do deputado Ivan Valente (PSOL-SP) com mais de 180 mil votos e do ex-líder Valmir Assunção (PT-BA) para a Câmara. Contabilizou, porém, a perda do mandato de Luciana Genro (PSOL-RS) e Renato Simões (PT-SP), ambos com atuação destacada em defesa dos movimentos sociais. Os sem-terra consideram um ganho a eleição do ex-governador do Acre Jorge Viana (PT) para o Senado e grande perda do lado dos ruralistas a derrota de Marco Maciel (DEM-PE) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Em nota, a direção nacional do MST avaliou como "alvissareira" a renovação ocorrida na Câmara e no Senado. "No Senado, especialmente, fomos vitoriosos com a eleição de companheiros identificados com as nossas lutas e com a não eleição de senadores que se notabilizaram pela perseguição aos movimentos sociais, identificados com os interesses do agronegócio."

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