Bancos terão 3 dias para analisar notas manchadas entregues por clientes

Dinheiro manchado que não foi sacado em caixa eletrônico não será ressarcido

Fabio Graner, Agência Estado

11 Julho 2011 | 20h52

BRASÍLIA - O Banco Central editou nesta segunda-feira, 11, regras complementares para os bancos seguirem em relação às cédulas manchadas por dispositivo antifurto. A norma define prazos para as instituições financeiras prestarem informações sobre a análise e eventual ressarcimento aos clientes que entregarem notas machadas.

 

Nos casos em que o BC constatar que a nota entregue pelo cliente à instituição financeira foi de fato manchada por dispositivo antifurto - sem possibilidade, portanto, de ressarcimento - o banco terá até três dias úteis para comunicar ao cliente de que a nota é produto de ação criminosa e que não haverá reembolso.

 

Essa regra vale nos casos em que o cidadão não sacou o dinheiro de caixas eletrônicos de instituições financeiras. No caso de saques de notas manchadas nos terminais, o banco deve arcar com o ressarcimento do cliente.

 

Se o BC não conseguir determinar a natureza das manchas das notas analisadas, a autoridade monetária depositará o valor correspondente para o banco que entregou as cédulas e este terá 24 horas para fazer o crédito do valor na conta do cliente. No caso de não correntista, o banco terá, no máximo, três dias úteis para devolver o dinheiro.

 

O trâmite do processo de análise de cédulas manchadas poderá ser feito no site do BC, como já ocorre em caso de notas falsas. Basta ao cidadão indicar o CPF e a data de nascimento. O endereço para consulta é http://www.bcb.gov.br/?CEDMOED, no campo "Serviços" e no item "Consultar análise de numerário enviado para exame". Embora o BC não tenha que obedecer a prazos para análise, em média esse procedimento tem durado 48 horas após o recebimento das cédulas.

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