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Band e Cabrini explicam entrevista, mas não discutem autenticidade

Em meio à polêmica sobre a autenticidade da entrevista com o líder do PCC, Marcola, o jornalista Roberto Cabrini explicou na noite desta quinta-feira, no Jornal da Band, como foi feita a entrevista. O apresentador do jornal, Ricardo Boechat, mencionou a acusação da Secretaria de Segurança Pública de que a entrevista é falsa para, em seguida, perguntar a Cabrini qual foi o objetivo da entrevista. Mesmo não rebatendo diretamente a acusação do governo em nenhum momento, o apresentador e o jornalista conduziram a conversa de uma maneira que ficava claro que sustentavam a autenticidade da entrevista feita por telefone, exibida no Jornal da Noite da quarta-feira. Leia a íntegra da conversa entre os dois jornalistas: RICARDO BOECHAT: Qual foi o objetivo desta reportagem que você fez?ROBERTO CABRINI: Olha, dá pra gente dizer o seguinte: todo mundo sabe que no domingo o governo pegou um avião oficial para levar a advogada do Marcola até o presídio de Presidente Bernardes para conversar com o líder do PCC. A versão corrente inclusive é que foi para negociar um acordo com esta facção criminosa para interromper a onda de violência em São Paulo e até o próprio governador Cláudio Lembo disse que era importante conhecer o pensamento de Marcola. De fato, é importante, tão importante mesmo que a sociedade também deve ter esse direito de acesso à essa preciosa informação. Ora, o objetivo da entrevista que nós fizemos foi também ouvir o homem que comanda a organização criminosa responsável pelos acontecimentos que abalaram o maior Estado do País. RICARDO BOECHAT: Agora, Cabrini, como é que você chegou ao Marcola? ROBERTO CABRINI: Olha, foi através de membros do PCC que estão fora dos presídios, nós tivemos acesso a reuniões da cúpula da organização criminosa, reuniões feitas por meio da telefonia celular. A gente observou como os integrantes que tomam as principais decisões colocam temas em discussão antes de qualquer decisão. Ontem, esta cúpula concordou, finalmente, em nos colocar em contato com a liderança principal do PCC. Todos eles evitam inclusive dizer o nome do Marcola nas ligações, nas linhas telefônicas e o tratam de M1. Durante à noite de quarta-feira eles nos deram acesso ao líder Marcola, cuja voz foi identificada por pessoas próximas a ele, incluindo os advogados dele.

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