Tasso Marcelo/AE
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Bandidos furam blitz e homem feito refém é morto por policiais no Rio

Sequestradores que estariam dirigindo carro ao passar por bloqueio na Mangueira fugiram

Tiago Rogero, estadão.com.br

20 de junho de 2011 | 09h20

RIO - Um homem, mantido refém depois de ter o carro roubado, foi morto a tiros na noite de domingo após criminosos que levavam o veículo furarem uma blitz montada para impedir a fuga de traficantes do Morro da Mangueira, na zona norte do Rio, ocupado para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Durante perseguição policial, militares atiraram contra o carro. O vendedor Aloysio Mattos Martins Júnior, de 45 anos, foi encontrado baleado no banco de trás. Os dois criminosos, que estariam nos bancos da frente, conseguiram fugir.

 

A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso). De acordo com o delegado Marcus Montez, militares do 22º BPM (Benfica) relataram no boletim de ocorrência que o carro, um Honda Fit, passou direto pela blitz montada na Rua Couto de Magalhães, em Benfica, a menos de 2 km da entrada da Mangueira. Durante a perseguição, um dos suspeitos teria atirado contra a viatura, e os militares revidaram.

 

O carro foi encontrado em frente à favela do Arará, também na zona norte. De acordo com Montez, os militares contaram que o veículo estava com as portas da frente abertas e dois suspeitos teriam fugido para o interior da comunidade. Eles relataram que Aloysio chegou a ser encaminhado ao Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), mas não resistiu. De acordo com o hospital, no entanto, a vítima chegou já sem vida à unidade.

 

"Ao constatarmos que o veículo pertencia à esposa da vítima, começamos a trabalhar com a hipótese de sequestro relâmpago ou roubo, e tudo indica que foi uma dessas opções", disse o delegado. De acordo com Montez, familiares de Aloysio contaram que ele estava em casa no domingo à noite, em Niterói, na região metropolitana do Rio, comemorando seu aniversário, quando um dos convidados se machucou e precisou ser levado ao médico.

 

"Acreditamos que ele foi abordado pelos criminosos quando chegava em casa, de volta do hospital. Segundo a esposa dele, os portões estavam abertos, e ele não tinha costume de deixá-los assim", disse Montez. Ainda de acordo com o delegado, Aloysio não tinha antecedentes criminais. "Pelos depoimentos que colhemos, era uma pessoa tranquila, trabalhadora".

 

Segundo Montez, os militares que registraram a ocorrência apresentaram uma pistola .9mm que, segundo eles, foi encontrada sob o homem baleado. Por meio da assessoria de imprensa, a Polícia Militar apenas confirmou as informações relatadas no BO.

 

Futura UPP. Após a ocupação do morro pela polícia, agentes da Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) demoliram 18 construções de comércio irregular até esta manhã. Também foram rebocados 20 veículos abandonados, sendo três motos. Técnicos da concessionária Light desativaram 23 ligações clandestinas.

 

Participam da ação 120 pessoas, entre agentes da Seop, Guarda Municipal, garis da Comlurb, Seconserva, Polícia Militar e Civil. A operação conta com o apoio de 12 reboques.

 

(Com Priscila Trindade, do estadão.com.br)

 

Atualizado às 13h56

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