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Bandidos invadem 2 prédios e fazem 8 reféns

Ação criminosa em edifícios de Copacabana durou cerca de 5 horas; assaltantes trocaram tiro com uma vítima, um oficial da Marinha

Clarissa Thomé, RIO, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2009 | 00h00

Moradores de dois prédios foram mantidos reféns por três assaltantes por cerca de cinco horas, na madrugada de ontem, na Rua Assis Brasil, em Copacabana, zona sul do Rio. Um dos criminosos chegou a ser baleado por um morador, oficial da Marinha, que reagiu. Os reféns só foram libertados com a chegada da mãe de um dos ladrões, que convenceu o filho a entregar a pistola.

O assalto começou às 2h30, quando o engenheiro Michel Caspary e uma amiga foram rendidos por três homens, no Largo do Machado. Michel foi obrigado a levar os ladrões à sua casa, no Edifício Campos Sales. Lá, os pais do engenheiro, o capitão-de-mar-e-guerra Guilherme Caspary e a mulher, Clarita, foram amarrados e obrigados a entregar seus pertences.

Os assaltantes - Laércio da Conceição Júnior, de 20 anos, e os primos Ricardo Florentino, de 19, e Roberto Florentino, de 20 - obrigaram Michel, a amiga e a mãe a ajudá-los a descer à garagem com joias, relógios e aparelhos eletrônicos. No apartamento, Guilherme se soltou e pegou seu revólver calibre 32.

Ao voltar, Laércio viu que o homem havia se soltado, atirou em sua direção, mas errou o alvo. O oficial reagiu e feriu Ricardo de raspão no braço direito. O assaltante fez mais dois disparos e não atingiu Guilherme. O revólver do capitão emperrou.

Os assaltantes fugiram em direção ao terraço com Clarita, Michel e a amiga. Eles passaram para o telhado do prédio vizinho e pularam ainda para a cobertura do Edifício Maria Heloísa. Clarita machucou o pé e foi deixada para trás. "Foi o pior momento: quando levaram meu filho, eu caí e não pude ir com ele", disse.

Os assaltantes invadiram a cobertura, onde estavam uma mulher, o casal de filhos e a namorada do rapaz. Todos foram mantidos no quarto sob a mira da pistola. O quarteirão com prédios encostados lado a lado já havia sido cercado pela PM e pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope). O porteiro ao ver Michel chegar com estranhos avisou a polícia.

Os criminosos exigiram a presença da imprensa e de familiares para se entregar, o que ocorreu às 7 horas. "Foram momentos de muita tensão. Graças a Deus, o Bope negociou perfeitamente", disse Michel.

A mãe de Ricardo, Maria (nome fictício), de 38 anos, saiu de casa com a filha de 10 meses. O comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique de Azevedo Moraes, disse que foi o momento de maior tensão - ela queria entrar no quarto onde os ladrões estavam com reféns. Foi convencida a fazê-los entregar a pistola primeiro.

Segundo o delegado Antenor Martins, os três rapazes já tinham antecedentes criminais. Roberto estava em liberdade condicional por roubo e furto. Ricardo estava em liberdade assistida por roubo de celular e furto de rádio de carro. Os três foram indiciados por tentativa de homicídio e roubo. Podem pegar até 20 anos de prisão.

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