Bandidos queimam ônibus em Florianópolis e ataques chegam a 97

Veículo ficou parcialmente destruído e ninguém se feriu; ações lideradas por presos começaram em 30 de janeiro e atingem 30 cidades catarinenses

Júlio Castro, especial para O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2013 | 11h43

Florianópolis - Um ônibus parcialmente queimado em Florianópolis, tentativa de incendiar carros estacionados no pátio de veículos apreendidos da Polícia Militar Rodoviária e a prisão de um adolescente pronto a incendiar um veículo foram os registros de ataques entre essa terça e a manhã desta quarta-feira, 13, em Santa Catarina. Com mais uma ocorrência, Florianópolis iguala-se a Joinville em número de ataques (15) desde o dia 30 de janeiro. Itajaí, Tubarão e Criciúma estão entre as cidades com a maior frequência de atentados, com oito, sete e seis, respectivamente.

 

Os ataques entram na terceira semana com um saldo de 97 ocorrências em 30 municípios catarinenses. Trinta e sete ônibus já foram incendiados em ações criminosas provocadas a mando da facção Primeiro Grupo Catarinenses (PGC), em protesto à política disciplinar do sistema de segurança catarinense. É a segunda onda de atentados em Santa Catarina. A primeira, que durou pouco mais de uma semana, foi em novembro do ano passado. A Polícia Militar acredita que os ataques vão parar somente quando uma ordem partir dos líderes da facção, que atualmente cumprem pena em penitenciárias do Estado.

 

Às 6h30 desta quarta, dois homens armados invadiram um ônibus de uma empresa de turismo enquanto o veículo deixava a garagem, no bairro Tapera, em Florianópolis. Eles mandaram que o motorista descesse e em seguida jogaram um coquetel molotov num banco do veículo. O motorista, que teve roubado a carteira e seu celular, conseguiu conter o fogo e apenas dois assentos foram queimados e parte do teto foi destruída.

 

Na terça, um agente da Policia Militar Rodoviária de Içara, no Sul do Estado, encontrou uma garrafa de vidro quebrada contendo gasolina. O artefato, que não chegou a produzir chamas, foi jogado no pátio onde vários veículos apreendidos estavam estacionados.

 

O cerco das forças de segurança contra a onda de atentados já dura 15 dias em Santa Catarina. Pelo menos 31 adultos e 17 adolescentes foram presos. O último adolescente, de 16 anos e com diversas passagens pela polícia, foi detido em flagrante na manhã desta quarta, quando tentava atear fogo em um veículo no bairro Ponte do Imaruim, em Palhoça. Parte da frente do veículo foi danificada.

 

 

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