Bandidos roubam R$ 50 mil de universidade no Rio

Com granadas, pistolas, fuzis e revólveres, 15 homens fizeram 17 funcionários reféns por quatro horas enquanto assaltavam na madrugada desta terça-feira, 12, o Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), em Bonsucesso, zona norte do Rio. Os criminosos roubaram R$ 50 mil, dez celulares e seis revólveres dos vigilantes. Ninguém ficou ferido. Até o início da noite, nenhum bandido tinha sido preso.A polícia acredita que houve envolvimento de empregados. "Os assaltantes evitaram passar por locais com câmeras e sabiam onde o dinheiro estava guardado. Além disso, agiram no último dia de pagamento da mensalidade da faculdade", declarou o delegado Pedro Henrique Medina, da delegacia de Bonsucesso (21.ª DP), onde o caso foi registrado.Por volta de meia-noite, dois homens que estavam escondidos dentro da instituição renderam dois vigias e abriram o portão principal para os demais integrantes da quadrilha. Eles, então, dominaram 14 funcionários que trabalham na limpeza e mais um vigilante.No quarto andar, os criminosos - pelo menos dois deles encapuzados - arrombaram uma porta de aço da sala de administração, abriram dois cofres e pegaram o dinheiro. Amarradas com fita crepe, as vítimas ficaram quatro horas trancadas numa sala, sob a mira das armas dos assaltantes.Antes de fugir, o bando exigiu que todos permanecessem no local por mais uma hora. Os funcionários só se libertaram e acionaram os policiais da delegacia de Bonsucesso depois das 5 horas. Pela manhã, os alunos se assustaram ao chegar para assistir às aulas: parte da instituição foi isolada para perícia e muitas moedas estavam espalhadas pelas dependências da faculdade.Apesar do ocorrido, as aulas transcorreram normalmente durante todo o dia. Em 70 anos de fundação, é a primeira vez que a Unisuam foi assaltada. A universidade tem atualmente 25 mil alunos, 700 professores, 450 funcionários e 200 salas de aula."Vamos melhorar o sistema de circuito interno, que tem seis câmeras. Considero o caso de hoje um fato isolado e confio na atuação da polícia", declarou o relações públicas da faculdade, Victor Hugo.

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