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Bandidos tentam intimidar poder constituído, diz Marco Aurélio

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio de Mello, classificou a ação promovida hoje por bandidos no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, quando atearam fogo e metralharam ônibus, como uma tentativa de intimidação dos poderes constituídos. "Estamos em uma guerra", afirmou, após participar do I Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, realizado no Hotel Maksoud Plaza. "Eu não posso imaginar que o Rio de Janeiro, com o contingente que tem de policiais militares, não consiga fazer repressão a bandidagem. Há alguma coisa errada, precisamos perceber e sanear as polícias", disse. Segundo o ministro, é urgente a necessidade de o Estado corrigir os rumos das polícias civil e militar, e garantir, assim, maior segurança a população. "Está na hora de o Estado acordar para que não o faça quando já for tarde", enfatizou. Mello lembrou ainda que as seguidas transferências do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernando Beira-Mar, são uma clara demonstração de falta de estratégia e planejamento da segurança pública. "É a quase falência do nosso sistema penitenciário", complementou.Ao analisar o crescimento da violência no País, o presidente do STF ponderou que não falava sobre crime organizado, mas sim sobre "um crime que chegou a uma proporção inimaginável". "É urgente a necessidade de atenção maior no Estado com segurança pública e na busca das causas. Não se pode apenas ficar apontando que há óbices ligadas ao campo econômico e financeiro para tomar medidas", adicionou. O ministro admitiu que, após os recentes assassinatos de dois juízes, em Presidente Prudente (SP) e Vila Velha (ES), sua segurança foi reforçada. "Eu não consideraria minha vida em risco, mas como o Tribunal considerou o aspecto institucional, reforçou minha segurança", explicou.Veja o especial:

Agencia Estado,

31 de março de 2003 | 13h01

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