Bando agia em 6 Estados de 3 regiões do País

Quadrilha viajava de avião e colocava o que conseguia em contas correntes abertas logo após os crimes

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

14 de junho de 2008 | 00h00

A quadrilha de ladrões de caixas eletrônicos que contava com a proteção de policiais agia em pelo menos seis Estados das Regiões Sudeste, Nordeste e Norte do País. O bando arrecadava de R$ 50 mil a R$ 350 mil em cada furto realizado. A polícia não sabe ainda quantos crimes o grupo cometeu, mas tem informações sobre alguns deles. "No sábado, eles sacaram R$ 248 mil de um caixa no Guarujá (SP) e, no dia seguinte, levaram R$ 350 mil de outro, em Niterói (RJ)", contou o delegado Ruy Ferraz Fontes, titular da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos.A polícia tem provas de que a quadrilha atuava havia 45 dias. Os investigadores da delegacia estavam monitorando os passos do bando. "Eles também agiram em Belém, Manaus, Fortaleza e São Luís", revelou o delegado. Fontes disse não ter informações de que nessas outras cidades o bando tenha contado com a proteção de policiais, como ocorreu na madrugada de ontem na Mooca, na zona leste de São Paulo.O delegado contou ainda que foram apreendidos quatro carros com os acusados - um Polo, um Peugeot, um Golf e um Audi. "Os veículos estão avaliados em cerca de R$ 100 mil a R$ 120 mil." O Deic conseguiu ainda o bloqueio de uma conta corrente com R$ 80 mil. Segundo Fontes, os bandidos depositavam o dinheiro furtado em contas correntes.Eles faziam isso para evitar a fiscalização nos aeroportos. Os bandidos sempre viajavam de avião de uma capital para outra em que deveriam agir. Para evitar a possibilidade de o dinheiro ser apreendido, abriam contas correntes nos dias seguintes aos crimes para guardar o que haviam furtado."Estamos atrás dessas contas correntes para recuperar o dinheiro", disse Fontes. Segundo o delegado, os furtos de caixas eletrônicos têm crescido no Estado. "Fizemos uma dezena de flagrantes em três meses."

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