Bando faz arrastão em prédio de luxo de SP

Inaugurado há seis meses, edifício ainda não contava com câmeras; [br]foi o oitavo crime do gênero apenas neste ano na capital paulista

Daniela do Canto e Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

10 de abril de 2009 | 00h00

Um bando fortemente armado fez um arrastão em um prédio residencial de alto padrão na Vila Sofia, região do Campo Grande, na zona sul de São Paulo, no início da noite de anteontem. Foi o oitavo crime do gênero na capital nos primeiros cem dias de 2009 - no mesmo período de 2008, ocorreram sete arrastões. De acordo com o relato das vítimas à polícia, pelo menos dez homens, munidos de metralhadoras e pistolas, entre outras armas, invadiram o Condomínio Visage, na Rua Doutor Ferreira Lopes, por volta das 18h30, e permaneceram cerca de duas horas e meia no local. Inicialmente, eles dominaram o porteiro e o obrigaram a abrir o portão da garagem, por onde entraram. Durante a ação da quadrilha, as vítimas foram colocadas na cozinha privativa para funcionários do prédio, no andar térreo.Segundo o zelador, os integrantes do bando estavam bem vestidos e pelo menos três deles usavam terno. O zelador disse ter sido agredido por um dos bandidos, assim que chegou à portaria do prédio, por volta das 19h30, com um soco no estômago. Os bandidos levaram joias, dinheiro, celulares, aparelhos eletroeletrônicos, documentos, roupas, perfumes e um Vectra de um dos moradores. Quinze vítimas estiveram no 99º Distrito Policial (Campo Grande) para prestar queixa e foram ouvidas pela delegada Luciara Cássia Campos. O número exato de apartamentos roubados não foi divulgado. A Polícia Civil deve investigar a hipótese de prestadores de serviços do condomínio estarem envolvidos no crime.Algumas vítimas afirmaram à Polícia Civil que a quadrilha teria até 25 homens e 3 deles permaneceram encapuzados durante o arrastão. O prédio tem um apartamento em cada um dos seus 26 andares. Ele foi inaugurado há seis meses e tem somente dez dos seus apartamentos ocupados. O sistema de segurança não foi instalado e, por isso, não há imagens de circuito interno que possam ajudar a polícia nas investigações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.