Bando faz prefeito e PMs reféns para roubar bancos

O prefeito Geraldo Magela do Nascimento (PSDB), de Ortigueira, a cerca de 250 quilômetros de Curitiba, e três policiais militares foram feitos reféns, na manhã de ontem, para que um grupo formado por oito ou nove pessoas, segundo a polícia, pudesse assaltar três agências bancárias, um posto dos Correios e fazer outros roubos no comércio local. Todos os reféns foram libertados depois de cerca de uma hora, mas na noite de ontem policiais de várias regiões do Estado, tentavam prender os assaltantes.O prefeito não foi encontrado na tarde de ontem, mas, em entrevista à Rádio CBN, em Maringá, disse que, por volta das 10h30, estava na sede da Polícia Militar discutindo exatamente a segurança no município. De repente, entrou um grupo de homens, alguns com farda, dizendo-se policiais federais e do serviço de inteligência da PM. "Deram voz de prisão a todos", contou o prefeito. Do local, os assaltantes levaram dois revólveres, uma pistola e quatro coletes à prova de bala. Eles usavam um Gol e uma Saveiro roubados.Depois, colocaram todos em uma viatura policial. "Só quando fomos para a rua percebi que era um assalto", disse o prefeito. "Um deles mandou que eu ficasse calmo porque eu seria o escudo." Do Banco Itaú, os assaltantes levaram o que estava nos caixas. Depois passaram pelo Sicredi (banco de crédito) e pelo Banco do Brasil. Com medo, comerciantes fecharam as portas. Dois policiais militares que estavam de folga abordaram os assaltantes e houve troca de tiros. Segundo o comandante do Policiamento do Interior, coronel Celso José Mello, foram feridos os policiais civis Vilson Américo, atingido no abdome, e Ezequiel Cubini, com um tiro no pé. Os assaltantes abandonaram o carro da polícia depois de batê-lo. O prefeito foi o primeiro a ser libertado, por volta do meio-dia, em uma área rural. Depois foram soltos o cabo Davi Domingues e os soldados Hidalgo da Silva e Tiago Hornig. Os assaltantes roubaram também um Escort e fugiram para a região de Londrina. Todos os policiais militares e civis da região foram acionados para fazer o cerco ao bando. "Temos certeza absoluta de que estão na região", afirmou o coronel. Ele disse que alguns integrantes do grupo haviam sido identificados. Mello não descartou que policiais possam estar envolvidos com o assalto, em razão das fardas usadas. "Trabalhamos com essa hipótese", disse.

Evandro Fadel, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2011 | 00h00

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