Bando invade quartel e aproveita para assaltar banco

Cabo estava sozinho na 3.ª Cia., em Guararema; alarme chamou a atenção da Polícia Civil

Hélcio Consolino, Josmar Jozino e José Dacauaziliquá, O Estadao de S.Paulo

04 Agosto 2009 | 00h00

Numa ação ousada, a 3ª Companhia do Comando de Policiamento de Área Metropolitana (CPA/M12) foi invadida na madrugada de ontem, em Guararema, a 80 quilômetros da capital paulista. Por volta das 3 horas, um homem travestido de policial do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) chamou a atenção do único militar de plantão na corporação, solicitando ajuda. O cabo Eugênio Soares Macedo Filho, de 46 anos, foi dominado ao atendê-lo e ficou 1h30 amarrado, encapuzado e sob a mira de uma metralhadora. Na sequência, outros três bandidos entraram no local e levaram sete revólveres calibre 38, duas espingardas calibre 12 de uso da PM e uma pistola calibre 40, da vítima. Concomitantemente, os ladrões assaltaram a agência do Bradesco, perto da companhia da PM. A invasão do quartel foi percebida somente depois que o alarme do estabelecimento foi acionado. Como a Polícia Militar não respondia às ligações da seguradora, a Polícia Civil foi avisada, mas como também não conseguiu contato via 190, enviou dois investigadores até a base militar. Ao perceberem a movimentação estranha na unidade, o comando da Companhia foi acionado e enviou reforço e mais duas viaturas ao local. Segundo o comandante do CPA/M 12, coronel Milton Namura, o soldado dominado pelos bandidos não sofreu ferimentos, mas ficou preso com um capuz na cabeça para não identificar os bandidos. Segundo o oficial, as condições de segurança do quartel oferecem garantias para manter apenas uma pessoa no plantão, liberando outras para atendimento de ocorrências externas. "Pode ser que esse fato leve a repensar essa postura", ressaltou. O cabo chegou a ser ameaçado de morte. Um dos criminosos o advertiu de que não tentasse nenhum tipo de reação, pois o local estava bem cercado por outros criminosos armados com fuzis. Disseram ainda que, se chegasse alguma viatura, ela seria "rasgada a balas". Segundo o capitão Felício Kamyama, responsável pelo setor de Operações do Comando, duas viaturas e um total de cinco PMs fazem o patrulhamento noturno em Guararema. No momento em que o cabo foi mantido refém, as duas viaturas faziam patrulhamento de rotina na cidade. Uma operação ostensiva já foi deflagrada para tentar localizar os criminosos e resgatar o armamento. O caso está sob investigação da Polícia Civil de Guararema, mas até o fim da tarde de ontem nenhum suspeito havia sido preso e nenhuma arma havia sido recuperada pela PM.

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