Bando leva R$ 100 mil do zoo e ladrão morre

Bandido tentou escapar em ônibus, mas foi perseguido pela polícia

Fernanda Brambilla, O Estadao de S.Paulo

20 Julho 2009 | 00h00

Um malote com valor entre R$ 100 mil e R$ 150 mil foi levado do Zoológico de São Paulo, zona sul da capital, durante um assalto na tarde de ontem. Segundo testemunhas, a quadrilha era formada por cerca de 10 a 15 homens. Um dos suspeitos fez reféns em um ônibus, trocou tiros com a polícia e foi morto.Por volta das 14h40, o bando chegou ao local, pagou o ingresso, que custa R$ 14, e entrou no zoológico, rendendo 12 pessoas - a secretária, dez seguranças e o chefe da bilheteria. A quadrilha teria roubado o dinheiro no escritório da bilheteria. Segundo o chefe da seção, que pediu para não ser identificado, o malote seria retirado do local 15 minutos após o momento que ocorreu a ação, por um carro-forte. Em seguida, o grupo se dispersou e fugiu, mas um dos integrantes ficou para trás. O suspeito, identificado como Christian de Barros Belitrão, de 23 anos, teria dado um tiro para cima na entrada do zoo. Em seguida, foi até um ponto de ônibus e pegou um veículo da linha Vila São José-Saúde. Havia cerca de 50 pessoas no ônibus, segundo o motorista, que pediu para não ser identificado. Ele conta que, inicialmente, Belitrão não mostrou a pistola e ficou na parte da frente do veículo.O setor de segurança do zoo acionou a Polícia Militar. Em alguns minutos, quatro policiais das Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (Rocam) chegaram ao local. Segundo o motorista, quando o ônibus passou em frente à entrada do zoo, o suspeito ficou nervoso com a movimentação policial. "O trânsito estava parado e ele me mandou seguir em frente. Isso despertou a atenção dos policiais", conta.Os PMs passaram a seguir o ônibus. Belitrão teria atirado várias vezes contra os policiais ainda de dentro do coletivo, que foi cercado, após 500 metros de perseguição, no cruzamento das Avenidas do Cursino e Miguel Stéfano. Belitrão teria saído do ônibus atirando e foi atingido por três disparos, dois no peito e um no ombro. Ele foi levado ao Hospital Saboya, no Jabaquara, onde morreu. Segundo o tenente do 3º Batalhão Leandro Corrêa Verardino, não há pistas dos suspeitos. De acordo com o chefe da segurança do zoológico, Wallace do Nascimento, há dois meses uma base fixa da PM que funcionava no local foi desativada e uma empresa de segurança privada foi contratada. Além do dinheiro, foram levadas quatro armas e um colete à prova de balas. Apesar do grande movimento no zoo - entre 18 mil e 20 mil pessoas passaram por lá ontem, segundo a segurança -, ninguém ficou ferido e o funcionamento do parque não foi afetado. O caso será investigado pelo 83º DP, de Parque Bristol.

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