Bando liberta 3 reféns após morte de líder

A morte de Alessandro Lima da Silva, o "Bingolau", acabou com dois seqüestros que estavam em andamento em São Paulo. Em um deles, sua quadrilha era suspeita de ter assassinado Terezinha de Jesus Ferreira, mãe de uma menina de 7 anos, vítima do bando. O homicídio ocorreu no momento em que a criança foi seqüestrada. Terezinha teria tentado impedir que os criminosos levassem a filha e foi atirada do carro em movimento pelos seqüestradores. Em seguida, eles passaram em cima do corpo da mãe. A menina testemunhou tudo.Segundo a polícia, "Bingolau", líder da mais ativa e cruel quadrilha em ação no Estado, era o principal suspeito de ter comandado a ação. A menina foi libertada ontem à noite no km 36 da Rodovia dos Bandeirantes. O assassinato de Terezinha ocorreu na quarta-feira, em São Bernardo do Campo, perto da Represa Billings. Mesmo após matarem a mãe, os bandidos telefonaram para a família e pediram o resgate para libertar a menina.Além desse caso, a morte de "Bingolau" terminou com outro seqüestro, o do filho e do motorista de um empresário, sócio de um hospital de São Paulo. A polícia não divulgou detalhes desse caso, apenas informou que não houve pagamento de resgate."Bingolau" e um de seus principais companheiros, Edson Silva Fraga, o "Dinho", morreram em um tiroteio ontem, às 16 horas, na entrada para o Guarujá da Rodovia Piaçagüera-Guarujá, durante uma megaoperação montada pela polícia. Para os delegados responsáveis pela ação, a quadrilha libertou as vítimas porque ficou com receio que os policiais descobrissem o local em que elas eram mantidas em cativeiro.

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