Bando que estupra mulheres dentro de van no Rio tem cinco integrantes

Três acusados de atacarem casal estrangeiro já estão presos

Marcelo Gomes,

04 Abril 2013 | 09h26

RIO DE JANEIRO - A Polícia Civil do Rio descobriu que o bando que estuprou uma turista norte-americana e espancou seu namorado francês dentro de uma van que circulava em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, no dia 30 de março, é formado por pelo menos cinco integrantes. O quinto membro é acusado de ter estuprado uma terceira vítima do grupo, uma estudante de 18 anos, durante o carnaval. Ele é branco e magro, mas ainda não foi identificado. O crime ocorreu no trajeto entre a Lapa, bairro boêmio da região central da cidade, e Copacabana.

O quarto integrante, que participou do ataque ao casal estrangeiro em 30 de março, é um menor que já foi identificado e está sendo procurado por policiais da Delegacia Especial de Atendimento ao Turismo (Deat), que investiga o caso. Os outros três acusados de atacarem os estrangeiros já estão presos: Jonathan Foudakis de Souza, de 20 anos; e Wallace Aparecido Souza Silva, de 22; e Carlos Armando Costa dos Santos, de 21.

Na quarta-feira (3), quatro proprietários de vans roubadas estiveram na Deat e reconheceram os três bandidos presos como autores dos crimes. Três vítimas haviam inicialmente registrado o roubo na 4ª Delegacia de Polícia (Central) e uma na 5ª DP (Lapa).

Duas passageiras da van onde o casal de turistas seguia de Copacabana para a Lapa também estiveram na quarta-feira na Deat. Elas contaram que um dos bandidos as obrigou a desembarcar na subida do Viaduto da Perimetral, para que apenas os estrangeiros permanecessem no veículo. A van seguiu para São Gonçalo, na Região Metropolitana, em vez de ir para a Lapa.

Até agora, três mulheres acusaram o bando de estupro: a turista norte-americana (no dia 30 de março), a jovem de 18 anos (no Carnaval) e uma moradora de Saquarema, na Região dos Lagos do Estado (em 23 de março), que chegou a registrar o caso na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói. A lentidão das investigações neste caso levou a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, a exonerar a delegada Marta Dominguez da Deam-Niterói e a perita criminal Martha Pereira da direção do Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de São Gonçalo.

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