Bando rouba ônibus de viagem e estupra 4 mulheres no Pará

Entre as violentadas está uma menina de 11 anos; grupo levou jóias, celulares, dinheiros e relógios das vítimas

Carlos Mendes, de O Estado de S.Paulo,

14 Abril 2008 | 17h56

Quatro mulheres, uma delas menor de 11 anos, foram estupradas por cinco assaltantes quando o ônibus em que viajavam, com mais 36 passageiros, foi obrigado, sob a mira de armas, a parar num trecho da rodovia PA-150, entre os municípios de Marabá e Xinguara, no sul do Estado. A polícia procura o bando desde domingo, 13, e suspeita que seus integrantes estejam escondidos em fazendas da região. Em estado de choque, as mulheres foram levadas para a delegacia de Marabá, onde foi aberto um boletim de ocorrência. No ônibus, da empresa Transbrasiliana, havia 40 passageiros e todos foram assaltados na altura da Vila Rio Vermelho, próximo à localidade Posto 70. Eram 2h30 de sábado, 12, quando o motorista foi fechado por um Fiat Uno dos bandidos.  Dois homens com revólveres calibre 38 nas mãos saíram armados do carro e entraram rapidamente no ônibus, anunciando o assalto. Ameaçando matar quem reagisse, eles tomaram dinheiro, jóias, relógios, aparelhos eletrônicos, telefones celulares e outros objetos das vítimas. Depois do assalto, escolheram quatro mulheres, incluindo a criança de 11 anos, para ser estupradas na estrada, sob os olhares atônitos dos passageiros. Em seguida, fugiram em alta velocidade no Fiat, fazendo disparos para o alto. Abaetetuba O coordenador da Pastoral do Menor no Pará e Amapá, André Franzine, disse nesta segunda-feira, 14, em Belém, que nada mudou em Abaetetuba, cidade onde entre o final de outubro e meados de novembro do ano passado a menor L., de 15 anos, foi torturada e estuprada dentro de uma cela que dividia com 20 homens na delegacia local.  "A delegacia foi demolida por ordem da governadora (Ana Júlia Carepa), mas até hoje nada foi construído no lugar e tudo na cidade continua como antes desse caso que teve repercussão internacional", criticou Franzine. O pior de tudo, segundo ele, é que menores de idade continuam a se prostituir na orla da cidade ou nas embarcações que atravessam os rios da região rumo a Vila do Conde, onde navios estrangeiros aportam para carregar bauxita e alumínio.

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