Bangu quer copiar Penitenciária Presidente Bernandes

Através de medidas disciplinadoras, a Secretaria de Administração Penitenciária quer que o presídio Bangu 1, considerado o escritório do crime organizado no Rio, se aproxime do modelo da Penitenciária de Presidente Bernardes, tida como a mais segura do País.O objetivo é punir os presos que transgridem as normas da unidade e também extinguir as regalias dos presos. Em Bangu 1, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, por exemplo, comia na cadeia pratos de restaurante, como camarão e salmão, e ainda tomava uísque.Outro traficante perigoso, Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, chegou a receber a visita de um de seus cachorros poodle, que estava doente por causa da prisão do bandido. Para o subsecretário de Administração Penitenciária, Aldney Zacharias Peixoto, esses são casos extremos que não mais serão tolerados.?Essas regalias fazem parte de um conjunto de falhas muito graves. Ninguém quer que o preso seja tratado como um animal. Queremos ser justos, mas em termos de disciplina seremos intransigentes. Não se transige um milímetro no quesito disciplina, nem para os presos nem para os agentes.?Entre as punições que serão impostas aos presos mais perigosos e aos que descumprirem as regras do presídio estão o isolamento total numa galeria separada, a proibição de visitas íntimas e do acesso a jornais e à televisão e também a restrição ao banho de sol.?Queremos fazer algo nos moldes de Presidente Bernardes. Existem presos, como os chefes do tráfico, que não se convencem de sua condição de presos. Eles insuflam a massa carcerária contra a administração e precisam ficar numa cela de castigo?, disse o subsecretário.As normas do Regime Disciplinar Especial de Segurança (RDES) já foram publicadas no Diário Oficial. As medidas valem apenas para o complexo de Bangu, que abriga 2.500 detentos e é o mais problemático do sistema prisional do Rio. Os direitos básicos dos presos, garantidos pela Lei de Execuções Penais, como alimentação, serão mantidos.Veja o especial:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.