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Restaurante demite gerente que deu bananas a entregadores

Ascendino Correia Leal, de 68 anos, foi preso em flagrante, mas pagou fiança de R$ 800

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 16h49

RIO - O restaurante Garota da Tijuca, situado na zona norte do Rio, anunciou nesta terça-feira, 24, que demitiu o gerente Ascendino Correia Leal, de 68 anos, preso em flagrante na última sexta-feira, 20, por injúria racial após oferecer bananas a três entregadores de bebidas negros. 

Segundo os entregadores, que não conheciam o gerente, Leal afirmou estar prestando uma homenagem a eles pelo Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. Os entregadores chamaram a polícia e o gerente foi conduzido à 19ª DP (Tijuca), onde ficou preso por algumas horas, até pagar fiança de R$ 800.

O trio fazia uma entrega no bar quando o gerente entregou as bananas. "Ele foi em cada um de nós, ofereceu as bananas e disse que era em homenagem ao Dia da Consciência Negra. E ainda completou que 'é uma para cada um que vocês, que são todos da mesma raça'", contou Leonardo Valentim, motorista do caminhão de entrega.

Segundo o delegado Celso Ribeiro, da 19ª DP, os depoimentos indicam que Leal acreditou estar fazendo uma brincadeira - "de mau gosto", classificou o delegado.

Outro entregador, William Dias Delfim, afirmou à Polícia Civil que, percebendo ter ofendido o trio, o gerente riu e tentou desfazer o constrangimento. Mas o motorista Valentim começou a discutir com Leal e chamou a polícia. O gerente pode ser condenado a até três anos de prisão, além de multa.

Restaurante. Em nota, a direção do restaurante afirmou que "situações como essa são inadmissíveis". "Pedimos desculpas a nossos cliente e fornecedores por esse fato isolado, certos que isso não se repetirá", diz o texto.

O restaurante reclamou também das críticas recebidas pelas redes sociais, onde tem sido alvo de muitas reclamações em função da conduta do agora ex-gerente. "Repudiamos também as atitudes ofensivas contra o estabelecimento e seus funcionários, que de maneira alguma compactuam com qualquer tipo de comportamento discriminatório", afirma a nota.

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