Marinha/Divulgação
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Barco que estava na África chega hoje para retirar óleo de navio encalhado no Maranhão

Embarcação está encalhada há mais de duas semanas a cerca de 100 quilômetros do litoral brasileiro

André Borges, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2020 | 10h46

BRASÍLIA – A embarcação contratada para retirar o óleo armazenado no navio Stella Banner, que está encalhado há mais de duas semanas a cerca de 100 quilômetros do litoral do Maranhão, chega nesta terça-feira, 10, ao local do acidente.

Conforme apurou o Estado, o barco partiu do Gabão, país localizado na costa do Atlântico da África Central, com destino ao Brasil. A embarcação Defender é do tipo AHTS (sigla de Anchor Handling Tug Supply), um barco que é usado tanto para reboque e ancoragem de unidades flutuantes de petróleo, como para o transporte de cargas.

A capacidade de armazenamento da embarcação Defender é de 3.000 mil metros cúbicos.  O Stella Banner, no entanto, está carregado com cerca de 4.000 mil metros cúbicos de óleo, ou 4 mil toneladas. Esse óleo é extremamente tóxico e danoso ao meio ambiente. Há ainda 295 mil toneladas de minério de ferro da Vale dentro do navio.

Dada agitação do mar e o clima, a retirada do óleo navio – operação conhecida como ”redebunkering”, feita por um sistema de sucção – deve começar na quinta-feira, 12. A previsão dos técnicos é de que esse trabalho demore cinco dias.

O navio foi contratado pela empresa sul-coreana Polaris Shipping, dona e operadora do Stella Banner. Uma quantidade de mais de 300 litros de óleo já foi despejada no mar, mas segundo os técnicos, trata-se de material que estava sobre o convés do navio, e não em seu tanque de combustível, que estaria preservado.

A embarcação mede 55 metros de largura por 340 metros de comprimento, o que equivale à área de mais de três campos de futebol. O calado do barco (profundidade dentro da água) é de 21,5 metros, uma altura similar à de um prédio de sete andares.

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