Bares vão à Justiça

Proprietários protestaram na Régis

O Estadao de S.Paulo

02 de fevereiro de 2008 | 00h00

Com 150 quilos de carne, lingüiça no pão francês e 180 litros de refrigerante, donos de restaurantes na Régis Bittencourt protestaram, ontem, contra a medida provisória que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. Nem os agentes da Polícia Rodoviária Federal resistiram ao churrasco, que reuniu cerca de 400 funcionários dos restaurantes da região no Recanto Gaúcho, em Embu das Artes. Eles também provaram o almoço. "É uma manifestação pacífica, tá tudo sossegado", disse um policial. "Saí bonito na foto?", perguntou outro, ao ser clicado. Enquanto os manifestantes comiam ao som de um arrasta-pé, 13 proprietários de 20 estabelecimentos reuniam-se com advogados. Eles discutiam como obter liminar semelhante à que foi concedida no Distrito Federal, mas que foi cassada à noite. Hoje, o grupo pretende entrar na Justiça com um mandado de segurança. Todos os estabelecimentos que participaram do protesto ficaram fechados até as 17 horas. "Vamos abrir,respeitando a proibição até que a Justiça se posicione a nosso favor", disse Roberto Terassi, dono do Recanto Gaúcho e vice-prefeito de Embu das Artes. O grupo coordenado por Terassi mandou fazer uniformes para os funcionários com os dizeres: "Não somos culpados". "As redes de supermercados continuam vendendo. Por que só os pequenos são punidos?", disse. A maioria dos comerciantes à beira da Via Dutra suspendeu a venda de bebida alcoólica. No Bom Boi, à beira do km 112, a suspensão da cerveja surpreendeu consumidores. O local vendia até 200 litros de chope por semana. A Polícia Rodoviária Federal fiscalizou 223 pontos comerciais no Rio Grande do Sul e aplicou 19 multas, ontem, por venda de bebidas. O resultado foi considerado bom pelo chefe do Núcleo de Comunicação do órgão no Estado, Alessandro Castro. "O índice dos que não se adequaram à norma é inferior a 10%."

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