Barreto oferece ao Rio Força Nacional; Cabral pede reforço da PRF

Polícia faz megaoperação em mais de 15 favelas; governador pediu mais policiamento em rodovias atacadas

Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2010 | 12h35

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ofereceu ao governo do Rio de Janeiro o envio de efetivos da Polícia Federal (PF), da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para ajudar o Estado a controlar a onda de assaltos e ataques incendiários a veículos promovida pelo crime organizado. "Somos parceiros do governo do Rio no projeto de pacificação das favelas pela via da segurança preventiva e, num momento como este, temos que estar ainda mais unidos", afirmou.

 

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Nos últimos dois meses, a capital fluminense tem sido alvo de ataques sistemáticos a motoristas, seguidos de incêndios de veículos, numa aparente retaliação do crime organizado à perda de territórios do tráfico, ocupados pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), uma das ações do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). Só nos últimos três dias ocorreram nove atentados. O Rio é pioneiro na implantação das UPPs, com a ocupação de vários morros pelo poder público.

Com o crescimento da onda de violência nos últimos dias, Cabral telefonou hoje a Barreto pedindo reforço da PRF na segurança das estradas onde estão ocorrendo os atentados. O ministro estendeu a providência aos demais órgãos de segurança da União e colocou ainda à disposição do governador o Sistema Penitenciário Federal para transferência de presos que, de dentro dos presídios, possam estar envolvidos na coordenação dos atentados.

Barreto determinou que o diretor-geral da PRF, Helio Derene, vá imediatamente ao Rio para se reunir com a equipe de segurança do Estado. As primeiras medidas desde já adotadas pelo órgão foram: redução de folgas, pagamento de horas extras e remanejamento de policiais de outros Estados para o Rio. Derene embarca no início da tarde.

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