Base da PM e loja de motos são atacadas em Ribeirão Preto

Novos ataques voltaram a causar preocupações em Ribeirão Preto, na noite da segunda-feira. Entre os alvos estava a base da Polícia Militar, no bairro Quintino Facci II. A ação foi planejada, pois um telefonema fez com que vários policiais saíssem do local para uma suposta ocorrência, uma informação falsa. O outro ataque ocorreu numa revenda de motos, no Parque Industrial Tanquinho, pouco antes. Não houve feridos nos dois casos nem identificações dos autores e tampouco prisões.Por volta das 22 horas, um homem ligou para a base de PM e identificou-se como Onofre. Ele disse que estaria ocorrendo um tiroteio no Ipiranga, envolvendo PMs. Era um trote, usado para despistar. Quando alguns policiais saíram, houve o ataque à base. Vários tiros atingiram a porta de vidro, janelas e a placa de identificação da base. Três PMs estavam numa sala ao lado da atingida pelos disparos. Quando os policiais tentaram revidar, os criminosos já tinham fugido em uma moto. Os bandidos usaram pistola de calibre 45. Devido ao incidente, a rua foi parcialmente interditada e o policiamento no local foi reforçado. O pelotão de trânsito também auxiliou na segurança.Esse ataque ocorreu pouco depois do protesto pela morte de um jovem de 21 anos, que os familiares atribuem à Polícia Militar. O caso é investigado pela Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público Estadual (MPE). Vários comerciantes da principal avenida do Simioni, no bairro vizinho, receberam telefonemas com a recomendação de fechar seus estabelecimentos durante a tarde da segunda-feira. Receosos, os comerciantes cederam e só reabriram seus estabelecimentos nesta terça-feira.O outro ataque ocorreu numa revenda de motos. Pelo menos 12 tiros foram disparados, estilhaçando no mínimo 11 vidros da fachada, o que dará um prejuízo de cerca de R$ 20 mil aos proprietários. No local, a polícia localizou cápsulas de pistola automática calibre 380, o mesmo tipo de arma usado para alvejar três agências bancárias, na Avenida Mogiana, na madrugada de sábado (15). Esse caso é considerado isolado pela polícia, não um ato provocado por integrantes do crime organizado.

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