REUTERS/Adriano Machado
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Bastidores: Cresce ideia de ‘mutirão’ de todos os Poderes contra massacres

Temer considera que Executivo e Legislativo, em nível federal e estadual, precisam agir conjuntamente

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2017 | 03h00

O presidente Michel Temer demonstrou grande preocupação com a crise do sistema carcerário na conversa que teve com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto. Eles chegaram a um diagnóstico de que, para fazer frente às rebeliões em série que já mataram mais de 100 presos só em 2017, é preciso de um “mutirão” que envolva todos os Poderes. A ideia discutida, segundo o Estado apurou, é não se ter mais uma visão reducionista. Temer considera que Executivo e Legislativo, em nível federal e estadual, precisam agir conjuntamente. Isso se daria seguindo os parâmetros da Constituição. 

Havia ainda a expectativa de que Ayres Britto fosse instado a mediar um encontro de Temer com Cármen Lúcia. No Planalto, houve quem criticasse a ação da presidente do Supremo Tribunal Federal no episódios dos massacres em presídios, considerada como uma atuação com caráter executivo.

Bem humorado no encontro, Ayres Britto fez um paralelo com as autoridades envolvidas em cargos-chave da República. Disse que Temer é o primeiro presidente do País constitucionalista desde a Constituição de 1988 e ainda há outros expoentes desse ramo de estudo do Direito na presidência do STF e no Ministério da Justiça. “Vamos fazer um mutirão em torno da Constituição”, brincou. O ex-presidente do STF chegou ao Jaburu por volta das 11 horas e só deixou o palácio por volta das 16 horas. A amizade dos dois surgiu desde a época em que Ayres Britto era assistente do então professor de Direito Constitucional da PUC de São Paulo em 1981.

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