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Bastos: violência não pode se tornar objeto de disputa eleitoral

O ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos disse que, na quarta-feira, 17, se preocupou ainda mais com "a idéia de que, por estarmos em ano eleitoral, essa questão (da violência em São Paulo) que é uma questão de Estado, de Nação, possa se transformar num objeto de disputa eleitoral". Segundo o ministro, "ontem tivemos sintomas disso".De acordo com ele, questões como o que foi feito, o que precisa ser feito, o que foi feito errado, entre outras, precisam ser debatidas "mas têm que ser discutidas à luz do interesse de Estado e do interesse da Nação e não podem se tornar de maneira nenhuma objeto de disputa eleitoral ou de guerra política". Em apresentação no Fórum Nacional, no BNDES, no Rio, o ministro destacou a importância da integração. Ele lembrou que, em 2003, quando entrou no governo, sua equipe já tinha um plano de segurança pública e de combate à violência preparado por especialistas como Luiz Eduardo Soares, Antonio Carlos Biscaia, e Benedito Mariano.O ministro observou que este plano está sendo implantado e se baseia em gabinetes de gestão integrada nos Estados, que envolvem o trabalho conjunto de diversos órgãos federais e estaduais com o Ministério Público, Polícia Federal e as polícias civil e militar. Ele destacou alguns casos de Estados em que esses gabinetes estão funcionando e que foram resolvidos, como o assassinato da freira Dorothy Stang, no Pará, "decifrado em tempo recorde", e o da chacina de fiscais do trabalho em Unaí (MG).Thomaz Bastos disse que o primeiro presídio federal vai começar a receber detentos "no dia 18 ou 20 de junho". O ministro disse que 50 presos de São Paulo e 40 do Rio de janeiro, além de outros, irão para presídios desse tipo onde telefones celulares não vão entrar e, se entrarem, não vão funcionar e, depois, esses detentos vão ser transferidos para outros presídios com a mesma estrutura de maneira a desligá-los da rede de criminalidade fora dos presídios.O ministro destacou o trabalho de inteligência na Polícia Federal, no combate ao crime e reafirmou a necessidade de mais eficiência do Poder Judiciário. "O que diminui a criminalidade não é o tamanho da pena, é a certeza da punição. E só vamos ter certeza da punição quando o judiciário der resposta rápida", disse. Ele ressaltou que atualmente se leva, no mínimo, seis anos entre um homicídio e o julgamento. "Isso cria um desalento, sobretudo, nas comarcas menores, quando o sujeito mata, não é julgado e fica solto."

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