Batalha a partir da faculdade

Aos 18 anos, estudante de Direito descobre a política e difunde na internet o 'projeto político do PT'

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2010 | 00h00

"Tá zoado esse mouse", reclama o neopetista Gabriel Landi Fazzio, 18 anos, ao iniciar a patrulha diária pela internet em que exerce a profissão de cabo eleitoral virtual da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Da sala de computadores destinada aos estudantes de Direito da USP, ele "tuita", "retuita", verifica a extensa caixa de e-mails, monitora blogs oficiais do PT e espalha "reportagens pró-Dilma".

Gabriel votará pela primeira vez em outubro. "Putz, não tive o menor interesse de tirar (o título de eleitor) aos 16", admite. O atual engajamento político surpreende não apenas pela idade, mas sobretudo pela recente filiação ao PT: assinou a ficha há um mês. A militância coincidiu com a entrada na Faculdade de Direito. "Foi passada para a minha geração a ideia de que política é sujeira. Quando entrei na faculdade comecei a quebrar certos conceitos."

A atuação do jovem militante gerou trombadas familiares. "Minha família inteira é anti-petista. Passo aperto lá em casa. Pode até ser que a minha mãe vote na Dilma, mas precisará de um processo de convencimento."

Enquanto fala da crença "no projeto político do PT", Gabriel mostra truques digitais, como acessar o "migre.me" para portar links que postará no Twitter, e participar do "formspring.me". "Entro lá para tentar discutir um pouco de política." Sobre a guerra virtual com o PSDB, ele pondera: "Certos diálogos são estressantes. Há brigas que não valem a pena".

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