Batalhão da PM do Rio é equipado com câmeras de vigilância

A governadora Rosinha Matheus (PMDB) inaugurou nesta sexta-feira o sistema de câmeras de vigilância instalado no 22º Batalhão da PM, no complexo de favelas da Maré, zona norte do Rio. As dez câmeras vão monitorar pontos críticos da região. O batalhão da Maré foi a quarta unidade da PM a receber as câmeras, depois dos batalhões de Copacabana, Leblon e da Ilha do Governador. No total, 220 câmeras serão instaladas, dez em cada um dos batalhões da região metropolitana, ao custo de R$ 52 milhões. O sistema de câmeras implantado no Rio foi desenvolvido em Israel e é o mesmo usado durante as olimpíadas de Atenas, segundo informou o governo. As câmeras permitem giro de 360 graus e podem aumentar 200 vezes uma imagem. Como não têm fios, elas podem ser transferidas para outros pontos de vigilância, o que, de acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, garantiria a integridade do equipamento. Ele disse que não poderia informar se as câmeras são blindadas. Rosinha fez um discurso de elogio à PM e de críticas à imprensa, acusada de sensacionalista pela governadora. Momentos antes, o comandante-geral da PM, coronel Hudson de Aguiar, havia elogiado a atuação da imprensa. Para Rosinha, os meios de comunicação dão destaque exagerado à violência no Rio. "A cidade do Rio não é a mais violenta do Brasil", afirmou. Há uma semana, a polícia foi criticada por não ter se antecipado a um ataque de traficantes ao Morro da Rocinha, apesar de informada sobre a iminência da disputa. Seis pessoas morreram. Na quinta-feira, traficantes dispararam a esmo, no Catete, zona sul, em retaliação pela morte de um criminoso. Na noite do mesmo dia, uma criança de dois anos foi atingida na cabeça por uma bala perdida perto da favela de Manguinhos. A PM afirma que os tiros partiram de traficantes, mas testemunhas dizem que policiais chegaram ao local atirando. Apesar de meses de intensa cobertura sobre o assunto, Rosinha acusou a imprensa de ter "abafado" o escândalo do mensalão. "O crime de uma quadrilha organizada no governo federal também já foi abafado. Ninguém mais fala em Delúbio Soares, em Marcos Valério", disse ela. "Dessa quadrilha não se fala mais, quadrilha que deveria estar atrás das grades. Tudo isso foi abafado." A governadora disse que o PT tenta caracterizar o caso como crime eleitoral, mas que se trata de um crime comum. "Aquilo foi roubo de dinheiro público."

Agencia Estado,

24 Fevereiro 2006 | 19h57

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.