Fabio Motta/AE
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Batalhão de Choque invade Museu do Índio, no Rio

Governo obteve ordem judicial para desocupar prédio; 'ação é arbitrária', reagiu o deputado Marcelo Freixo

Clarissa Thomé, Fábio Grellet e Marcelo Gomes, de O Estado de S. Paulo - Texto atualizado às 12h25,

22 Março 2013 | 08h00

RIO - O Batalhão de Choque invadiu no início da tarde desta sexta-feira, 22, o Museu do Índio, no Maracanã, zona norte do Rio, que vinha sendo ocupado desde 2006 por um grupo de indígenas. No mesmo momento, manifestantes fecharam a Radial Oeste e a polícia usou bombas de efeito moral e gás de pimenta para dispersar o grupo.

"A ação é arbitrária. Não precisava, as crianças já tinham sido retiradas, e tinha apenas um pequeno grupo lá dentro, quando o choque entrou", disse o deputado estadual Marcelo Freixo. O defensor público da União Daniel Macedo, que vinha negociando a saída pacífica dos índios, disse que ajuizará ação por abuso de autoridade contra quem autorizou a entrada da polícia.

Os confrontos no local começaram na madrugada desta sexta, quando representantes do governo do Estado e policiais militares chegaram ao museu com o objetivo de cumprir ordem judicial de desocupação do prédio. Os índios chegaram a erguer barricadas no portão de acesso ao antigo museu.

O casarão construído em 1866, onde funcionou o museu entre 1953 e 1978, estava ocupado por 22 índios. Eles condicionavam a saída do local à garantia de que o imóvel seria restaurado e usado para difusão da cultura indígena.

Inicialmente, o governo do Rio pretendia demolir o prédio e usar o terreno como estacionamento, além de construir ali uma área de lazer. Diante da resistência dos índios e de movimentos sociais, em janeiro o governo desistiu de demolir o prédio e se comprometeu a discutir com a Prefeitura do Rio o uso do edifício, mas o grupo manteve a ocupação. 

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