Batoré não volta para Febem: vai para cadeia comum

Fábio Paulino, o Batoré, vai para a cadeia comum. Ele seria levado entre esta segunda ou terça para o Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém. A posse de um revólver calibre 38, um documento falso e 451 gramas de maconha, além da companhia de adolescentes, são os argumentos da polícia para que o criminoso não volte para a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), de onde fugiu em 12 de abril com outros 120 internos.Isso rendeu a Batoré, de 19 anos, as acusações de tráfico de drogas, porte ilegal de arma, falsidade ideológica e corrupção de menores, pelas quais foi autuado em flagrante. "Ele deve ir para uma cadeia segura, pois vai dar trabalho", disse o diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), delegado Godofredo Bittencourt Filho.Nos 29 dias em que esteve foragido, ele namorou, foi à praia e planejou o resgate de um amigo preso. Também foi convidado a participar de um seqüestro.Os policiais do Deic prenderam Batoré, que estava com três amigos, anteontem, às 20h40, com o auxílio de policiais militares. Batoré permaneceu calmo mesmo após a chegada dos policiais."Ele estava com um documento falso e pensou que estivessem atrás de outra pessoa", disse o delegado Sérgio Guarda, do Deic. Batoré confessou que, ao ver os policiais, disse aos amigos: "Deve ter alguém muito perigoso aqui dentro." Ao ser abordado, não reagiu.

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