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Bauminas nega falta de sulfato de alumínio por queda de barragens

Uberaba paralisou tratamento de água por falta da substância; produto pode ser usado para limpeza que cursos d´água atingidos por poluentes como rejeitos de minério de ferro

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

19 Novembro 2015 | 15h36

BELO HORIZONTE - A fabricante de sulfato de alumínio Bauminas negou nesta quinta-feira, 19, a possibilidade de falta do produto no mercado brasileiro por conta da queda das barragens da mineradora Samarco em Mariana e a consequente poluição do Rio Doce, que corta Minas Gerais e o Espírito Santo, com rejeitos de minério de ferro. 

O sulfato de alumínio é utilizado principalmente por empresas de saneamento no tratamento de água para consumo humano. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em Minas Gerais, e a Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), estão entre as principais clientes da empresa.

Nesta quarta, o Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento (Codau) de Uberaba, no Triângulo Mineiro, paralisou o tratamento de água por falta do sulfato de alumínio. A Bauminas, no entanto, afirmou que a substância não foi enviada à cidade por um erro no processamento do pedido da Codau. Disse ainda que nesta quinta, 19, uma carreta com o produto chegaria a Uberaba.

 

Outro carregamento foi desembarcado na quarta na cidade. Na cidade, o volume, junto, é suficiente para uso durante duas semanas. A reportagem não conseguiu completar ligações feitas para a Codau. A regularização do abastecimento teria ocorrido ainda nesta quarta.

A Bauminas é a maior fabricante de sulfato de alumínio do País. Atende a cerca de 100 milhões de pessoas em 3,5 mil municípios, segundo dados da empresa. Ainda conforme dados da companhia, o produto pode ser utilizado também fora das centrais de tratamento para consumo humano, por exemplo, como auxiliar na limpeza que cursos d´água atingidos por poluentes como rejeitos de minério de ferro, como é o caso do Rio Doce, que tem, ao longo de sua bacia, cerca de 200 municípios.

Ainda conforme a Bauminas, o fato de a cidade de São Paulo registrar hoje crise hídrica, o que significa menos consumo e, portanto, menos água submetida a tratamento, vai contribuir para que o sulfato de alumínio não falte no mercado. A produção anual de coagulantes da empresa, categoria na qual a substância está inserida, é de aproximadamente 500 mil toneladas por ano.

A empresa afirma estar acompanhando os desdobramento da tragédia em Mariana, e que, caso seja necessário, poderá responder com aumento de produção. Em São Paulo, a Bauminas, que foi fundada em Minas Gerais, tem fábricas em Rio Claro e Suzano. Em Minas Gerais as plantas estão em Nova Lima e Cataguases. A Sabesp e a Copasa ainda não retornaram contato feito pela reportagem.

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