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Bauru tem rede de clonagem de telefones públicos

A polícia de Bauru, no interior paulista, acaba de identificar os primeiros casos de uma nova modalidade de crime: o furto de serviços telefônicos por meio de ligações clandestinas nos orelhões. Um dos casos foi identificado ontem pela polícia no Jardim Ferraz, em Bauru. Funcionários da Telefônica notaram um fio que saía do poste em direção a um bar. Avisados, policiais foram até o local, pediram para telefonar e chamaram um celular com identificação de chamada, constatando que o número de origem era o do orelhão. O comerciante, cujo nome não foi divulgado, foi apontado em boletim de ocorrência por furto. Suspeita-se que ele tenha utilizado a esquema durante quatro meses e criado despesas no valor de R$ 900. O delegado Ronaldo Divino, do 1º Distrito Policial, já havia registrado outros quatro casos, para os quais quer destinar o mesmo tratamento dispensado aos responsáveis por instalações clandestinas nas redes de eletricidade e água, mais comuns do que as telefônicas. Eles serão enquadrados no artigo 155 do Cógido Penal, que trata específicamente do furto de energia elétrica e prevê pena de um a quatro anos de reclusão e multa. Existem 9,5 mil telefones públicos instalados em Bauru. A telefonica os monitora fazendo a comparação dos créditos por ele gerados através de fichas ou cartão e dos impulsos consumidos nas ligações. Quando a conta não "bate", é o indicativo de que pode haver ligação clandestina. Num lote de 150 linhas suspeitas, recentemente pesquisadas, 70 tiveram a fraude confirmada, mas funcionários da área afirmam que podem existir mais de mil "clones" nos telefones públicos. Até o telefone público do Instituto Penal Agrícola - presídio semi-aberto que abriga aproximadamente 800 presos - já teve extensão clandestina, que ia para dentro de um dos pavilhões e permitia a realização até de ligações internacionais.

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