BB foi utilizado na "política do crime", diz Alckmin

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, teve um leve mal-estar por conta do calor de mais de 30 graus e interrompeu sua participação numa carreata que fazia em João Pessoa, na Paraíba. O tucano retornou ao hotel e a carreata seguiu com o governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que disputa a reeleição. Pouco antes, Alckmin havia acusado o governo Lula de envolver instituições públicas, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, "na política do crime". Ele estava se referindo à suspeita de que o diretor de análise de risco do BB, Expedito Afonso Veloso, tenha quebrado o sigilo bancário de Abel Pereira, apontado como intermediário de um esquema de corrupção que envolveria o ex-ministro da saúde, Barjas Negri (PSDB). Mostrando preocupação com o escândalo sobre a compra, pelo PT, de um dossiê contra o tucano José Serra, ele lembrou que a Caixa já esteve envolvida na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. "Uma instituição secular respeitadíssima. Agora o BB, uma instituição criada em 1808, que vai completar 200 anos, que é um orgulho dos brasileiros, também foi utilizada pela política do crime com suspeita também de violação", afirmou o tucano. Ele se comprometeu a profissionalizar as duas instituições, prestigiar a carreira e os funcionários e não fazer aparelhamento do Estado. Mais uma vez, o candidato cobrou do governo, a origem do dinheiro, R$ 1,75 milhão, que seria usado para comprar o dossiê . "É óbvio que as pessoas presas não tinham este dinheiro. De onde vem o dinheiro? Como o dólar entrou no Brasil? Entrou de forma ilegal. Uma semana depois , as denúncias não foram explicadas pelo governo. De novo, envolve o PT, a direção do PT, o governo Lula e o Palácio do Planalto", disse Alckmin. O candidato participou de parte de uma carreata em João Pessoa (PB), ao lado do seu companheiro de chapa, senador José Jorge (PFL-PE), do governador Cássio Cunha Lima (PDDB), dos senadores Heráclito Fortes (PFL-PI) e Efraiem Moraes (PFL-PB) e do candidato ao Senado pelo PSDB, Cícero de Lucena. A eleição ao governo do Estado na Paraíba é uma das mais disputas no Nordeste e o candidato tucano enfrenta o candidato do PMDB, José Maranhão. O peemedebista Ney Suassuana, envolvido no escândalo dos Sanguessugas e investigado pelo Conselho de Ética do Senado, disputa uma nova vaga ao Senado. As últimas pesquisas apontam crescimento de Cássio Cunha Lima para o governo e queda de Ney Suassuana por conta das denúncias. De João Pessoa, está prevista a ida de Alckmin para Campina Grande, reduto eleitoral de Cássio Cunha Lima, para realizar uma nova carreata.

Agencia Estado,

24 de setembro de 2006 | 11h57

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