BEA diz que caixas-pretas do voo 447 não indicam panes totais em Airbus

Segundo perito da agência francesa, porém, isso não quer dizer que não tenha havido 'disfunções'

Andrei Netto, correspondente de O Estado de S. Paulo

18 de maio de 2011 | 19h16

PARIS - Um dia depois de o jornal Le Figaro afirmar que as gravações das caixas-pretas do voo AF 447 inocentavam a fabricante da aeronave, a Airbus, e reforçavam a hipótese de falha humana, as suspeitas seguem repercutindo na França. Nesta quarta-feira, 18, o diretor-técnico do Escritório de Investigação e Análise para a Aviação Civil (BEA), Alain Bouillard, afirmou à agência de notícias France Presse que as gravações não indicam "disfuncionamento maior" no avião, como panes elétricas totais, bloqueio dos motores ou alarmes incompreensíveis.

 

Veja também:

linkTeste de DNA permite identificar vítimas do voo 447, diz França

especialInfográfico: Detalhes da operação de resgate

especialPasso a passo do acidente com o voo 447 

 

Entretanto, segundo o perito, isso não quer dizer que não tenha havido "disfuncionamentos menos importantes". Na terça-feira, 17, o BEA negou oficialmente que a audição das caixas-pretas tenha permitido descartar a responsabilidade da Airbus.

 

Resgate. Nos próximos dias, uma nova equipe do navio Ile de Sein partirá de Dacar, no Senegal em direção à região do acidente, onde retomará os trabalhos de buscas de peças do Airbus A330-200 e dos corpos.

 

A missão principal da equipe, entretanto, será recuperar as peças, que podem esclarecer as causas do desastre, segundo informou Jean Quintard, procurador-adjunto do caso, na última quinta-feira, 12.

 

Tudo o que sabemos sobre:
voo 447Air Franceacientes aéreos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.