
26 de outubro de 2009 | 11h28
A menina de 11 meses baleada durante um tiroteio entre traficantes e policiais passou por cirurgia e está internada nesta segunda-feira, 26, no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio. Atingida no braço, a garota corre o risco de ser amputada. A mãe da criança, Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24 anos, também foi baleada na troca de tiros na região da Favela de Kelson's, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de domingo.
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Familiares da dona de casa afirmaram o tiro que acertou a mulher e o bebê partiu de policiais que dispararam em direção à comunidade. A Polícia Militar, no entanto, alega que policiais que faziam uma ronda no local foram alvo de disparos de supostos traficantes, que teriam acertado mãe e filha na rua.
De acordo com a PM, os policiais militares não revidaram os disparos porque havia muitos pedestres na rua. "Meliantes efetuaram disparos contra policiais militares em patrulha quando essa senhora e a criança foram atingidas e levadas para o hospital Getúlio Vargas", disse um policial da assessoria da PM.
A Polícia Civil informou nesta manhã, que o caso será investigado na Delegacia da Penha, mas não tinha mais informações até o momento. A PM lamentou a morte e afirmou que vai colaborar com a apuração dos fatos, entregando as armas dos policiais para a perícia.
A morte acontece após uma onda de violência que deixou mais de 40 mortos na cidade na última semana. Os confrontos entre policiais e facções criminosas rivais tiveram início no dia 17, quando suspeitos traficantes abateram a tiros um helicóptero da Polícia Militar que dava apoio para uma operação no Morro dos Macacos, também na zona norte, matando três policiais que estavam na aeronave.
Desde então, a Polícia Militar do Rio de Janeiro contabiliza 35 vítimas fatais em confronto ou corpos encontrados, além de três policiais mortos e quatro vítimas inocentes.
(Com Pedro Dantas, de O Estado de S.Paulo)
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