Bebê morre após ser torturado pelo padrasto em Santa Catarina

Crime aconteceu em Campo Alegre; padrasto diz que deu um soco para criança parar de chorar

Solange Spigliatti, Central de Notícias

18 de maio de 2011 | 13h10

SÃO PAULO - Um bebê, de um ano e quatro meses, morreu na última segunda-feira, após ser vítima de maus-tratos, em Campo Alegre, no Planalto Norte de Santa Catarina. A criança levou um soco do padrasto, na região do abdômen.

De acordo com o delegado Fernando Lúcio Mendes, a criança, Anabeli Gomes de Freitas, já vinha sofrendo as lesões há algum tempo. "Vamos investigar também se a mãe teve envolvimento no caso, ou por omissão ou por ter praticado maus-tratos junto com o padrasto", explica.

Segundo a Polícia Civil, na última segunda, a mãe da criança, Sirlei de Fátima Lima, de 36 anos, saiu de casa, no bairro Vila Cedro, para ir a Jaraguá do Sul, deixando a filha sob cuidados do companheiro, Luciano Antônio da Silva, de 29 anos, com quem morava há cerca de nove meses.

Em depoimento, Luciano alegou que ela começou a chorar e para que ela parasse deu um soco na região do abdômen da criança. Depois de um tempo, ela parou de chorar. Mais tarde ele teria dado leite em uma mamadeira para a bebê, mas ela acabou se engasgando.

Luciano então acionou os bombeiros que a levaram para o Hospital Salvatoriano São Luís, por volta das 17 horas, mas ela chegou morta, de acordo com a polícia. As enfermeiras do hospital verificaram que a criança apresentava várias marcas de agressões pelo corpo, como arranhões e queimaduras nas pontas dos dedos das mãos e dos pés e resolveram acionar o Conselho tutelar, que chamou a polícia. O padrasto foi preso em flagrante nos arredores do hospital.

Ele foi levado para o presídio do município de Mafra e indiciado por tortura. Luciano inicialmente negou as agressões, mas durante depoimento confessou que batia no bebê quando ela começava a chorar.

O laudo que está sendo feito pelo Instituto Geral de Perícias deve sair hoje, segundo a Polícia. Ontem, o delegado entrou em contato com o perito, que adiantou que a causa da morte da criança foi a agressão no fígado da menina. As investigações serão feitas agora pela Delegacia da Mulher.

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