Bebê morre em SP aguardando atendimento hospitalar

Um bebê de 11 meses, do sexo feminino, morreu na noite de segunda-feira, nos braços da mãe, na sala de espera do Hospital Geral de Campo Limpo. Segundo os familiares, apesar da visível dificuldade da criança em respirar, o funcionários do balcão de atendimento negou-se a encaminhá-la à emergência.O funcionário teria dito à mãe que ela deveria esperar a chamada, o que poderia demorar de 5 a 6 horas, pois havia apenas um médico para atender a um grande número de crianças, muitas delas também com problemas respiratórios. Ana Patrícia Vieira dos Santos, de 25 anos, mãe da pequena Flávia, moradora na Cohab Adventista, na região de Capão redondo, zona sul da capital paulista, conta que, à tarde, a criança estava febril e ela administrou um antitérmico. A febre baixou e a criança dormiu. No início da noite, acordou aparentemente melhor, mas a febre voltou mais alta. Preocupada Patrícia, que é solteira, pediu ao cunhado Rafael que a acompanhasse até o Pronto-Socorro de Campo Limpo. Foram de lotação e, ao chegar, encontraram, o saguão lotado. Explicaram que era um caso de emergência, mas não conseguiram convencer o funcionário. Ao perceber que a filha tinha parado de respirar, Patrícia se desesperou. Só então o funcionário mandou que entrassem à sala de atendimento. Mas a criança já havia morrido. O documento entregue aos familiares dizia que a criança chegou morta ao hospital. Rafael, porém, exigiu que mudassem essa informação, pois a família pretende responsabilizá-los pelo fato, considerando que houve negligência. Foi instaurado inquérito policial no 92º Distrito Policial, no Parque Santo Antonio, para apurar os responsáveis pela morte da criança.

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