Bebê pode se chamar Vitória

Fabiana Teles de Azevedo, de 21 anos, conseguiu descansar ontem e, segundo parentes, ela e o bebê passam bem. Após o seqüestro, a família cogita mudar o nome da criança de Maria Eduarda para Vitória. "A Fabiana está pensando ainda se vai mudar o nome. Mas, para todo mundo aqui, foi uma vitória o que aconteceu", disse Tereza Cristina Teles, mãe da jovem. "Sinto muito alívio de ter minha filha de volta. Foi um pesadelo que teve fim ontem. Foi muita emoção."Tereza contou que Fabiana foi bem tratada no cativeiro. "Eles não tocaram nela e ela tinha alimentação duas ou três vezes no dia. Dormia em uma cama e sempre tinha duas pessoas vigiando na casa." À tarde, amigos e parentes foram ao apartamento de Fabiana e do marido, o comerciante Ricardo Pereira Dantas, de 21 anos, na Mooca, zona leste, comemorar a libertação da jovem. "Passamos o dia conversando sobre o que ela passou e falando sobre o bebê", disse a representante comercial Patrícia Dantas, de 32 anos, cunhada de Fabiana. "Ela está supertranqüila e só fala em voltar a trabalhar."Mas, por recomendação médica, Fabiana deverá repousar no último mês de gravidez. "Antes mesmo do seqüestro, a médica já havia sugerido que ela ficasse mais em casa. O Brás (onde a família tem uma confecção) é uma loucura nesta época do ano. Ela precisa se poupar", disse a cunhada.

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