Bebê seqüestrado em Goiânia é devolvido aos pais

Terminou com final feliz o seqüestro do bebê Jaqueline Morais Dantas, de apenas 3 meses. A polícia encontrou a criança, que passa bem, na casa da seqüestradora Maria Daniela Andrade, de 20 anos, no Conjunto Vera Cruz 3, bairro da periferia de Goiânia. O bebê foi levado pela acusada do berçário da Catedral da Fé, templo da Igreja Universal do Reino de Deus.O seqüestro foi resolvido graças à própria sogra de Maria Daniela, a dona de casa Jovelina Rosa da Silva, de 57 anos. Ela disse à polícia que recebeu a visita da nora com a criança na sexta-feira. Segundo Jovelina, a mulher disse que o bebê era fruto da união dela com o filho de Jovelina, que hoje mora no Mato Grosso. Maria Daniela queria entrar em contato com o antigo companheiro e acreditava que a criança lhe ajudaria a reatar o relacionamento. No domingo, Jovelina viu a foto de Maria Daniela no jornal, leu sobre o seqüestro e decidiu denunciá-la à polícia.A seqüestradora contou uma história confusa na polícia, dizendo que o bebê seria na verdade seu filho, mas que teria doado ele logo após o parto. A sogra confirmou que Maria Daniela esteve grávida, mas disse que ela fugiu do hospital e nunca deu notícias sobre a criança. O domingo foi de alívio para os pais da criança - o lavador de carros Agrimar Morais da Silva, de 27 anos, e a dona de casa Lívea de Aquino Dantas, de 23 anos. Ainda na delegacia, Jaqueline aproveitou para matar as saudades do peito da mãe. Maria Daniela foi autuada em flagrante por crime de seqüestro.O seqüestro começou a ser tramado há cerca de 15 dias, quando a mãe, que carregava o bebê, foi abordada por Maria Daniela em um microônibus. A acusada elogiou a beleza da criança e prometeu à mãe algumas roupas de bebê. Na quinta-feira, a suspeita telefonou para a Lívea, disse-lhe que estava com as roupas e queria fazer a entrega. As duas marcaram então um encontro no Centro de Goiânia, próximo ao templo da Igreja Universal conhecido como Catedral da Fé.Na entrada do templo, Lívea foi avisada por Maria Daniela que o ar-condicionado poderia fazer mal à criança, aconselhando-a a deixar o bebê no berçário da igreja. Maria Daniela pediu para carregar o bebê e entrou com ele nos braços no berçário. Lá, a acusada recebeu e manteve consigo o crachá que permitia a retirada da criança. Ela chamou Lívea e as duas foram assistir ao culto religioso. Poucos minutos depois, Maria Daniela saiu alegando que precisava ir ao banheiro. Depois de muito esperar, Lívea foi até o berçário e foi informada que sua filha havia sido levada por Maria Daniela. Só aí descobriu que a filha havia sido seqüestrada.

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