Beija-Flor é a bicampeã do carnaval do Rio de Janeiro

A escola São Clemente é rebaixada; a grande vencedora de 2008 retratou os encantos de Macapá

06 de fevereiro de 2008 | 17h05

A Beija-Flor é a grande campeã do carnaval do Rio de Janeiro 2008.A apuração dos votos foi realizada nesta quarta-feira, 6,  na Marques do Sapucaí. A escola- que completa 60 anos em 2008, vence pela quinta vez em seis anos. Favorita, a  Beija-Flor passou boa parte da apuração liderando a disputa.   A vice-campeã é a Salgueiro. A Grande Rio ficou com o terceiro lugar.Estarão de volta à Marquês de Sapucaí no próximo sábado, no desfile das campeãs, a Portela (que ficou em quarto lugar); Unidos da Tijuca (quinto lugar) e Imperatriz Leopoldinense (sexto lugar).   A São Clemente foi rebaixada para o Grupo de Acesso.     Veja Também:   Confira a pontuação das escolas em cada quesito Melhores momentos do desfile da Beija-Flor Veja todas as fotos do carnaval pelo Brasil e pelo mundo Tudo sobre as escolas do Rio e os sambas  Mangueira e Viradouro empolgam a Sapucaí no 1º dia Saiba como foram os desfiles no Rio no primeiro dia Veja as melhores imagens dos desfiles em SP As melhores imagens do Carnaval pelo Brasil    Veja a comemoração do carnaval pelo mundo        Os jurados avaliaram os quesitos harmonia, bateria, samba-enredo e mais sete dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval do Rio. Quarenta jurados (quatro para cada quesito) deram notas de 7 a 10, com variação de décimos.    A São Clemente perdeu meio ponto porque durante seu desfile, uma componente apareceu com a "genitália desnuda", segundo os jurados. A Grande Rio também perdeu um décimo.Os jurados analisaram se as escolas estouraram o tempo, que é de 65 minutos, mas todas desfilaram dentro do tempo estabelecido.     A Beija-Flor entrou na Marquês de Sapucaí disposta a provar que a vitória no ano passado foi legítima. A azul e branca de Nilópolis entrou luxuosa para retratar os encantos de Macapá, na região amazônica. Antes mesmo de pisar na avenida, o carnavalesco Laila fez um inflamado discurso no qual rechaçou as especulações sobre uma possível manipulação no resultado do ano passado. "A Beija-Flor não precisa de subterfúgio para vencer o carnaval. Quiseram macular o título que a gente ganhou dignamente. Vamos mostrar que Nilópolis é a terra do samba", afirmou.   Com o enredo sobre o Rio, o Salgueiro retratou a emoção que os portugueses sentiram ao chegar pela primeira vez à cidade. Este ano, a escola vermelha e branca apostou na irreverência e originalidade para contar as belezas cidade maravilhosa. Tanto que a comissão de frente trouxe portugueses que chegaram ao Brasil em uma banana boat e já enlouquecidos com o tempero da mulher brasileira.   Com bastante luxo na avenida, escola apresentou um carro que representava o sol e contava com 500 metros de cabos com luz neon. Outra alegoria representou os Arcos da Lapa, símbolos da boemia carioca. A zona norte do Rio, região mais pobre da cidade, também esteve representada na última alegoria. Diretores da escola, vestidos com uniformes similares aos da Guarda Municipal, fizeram a festa e ajudaram a manter em cima a harmonia da escola.   Faltava um minuto para terminar o tempo regulamentar do desfile quando o último integrante da bateria da Grande Rio atravessou a linha de chegada. A escola não perdeu pontos por atrasos, mas certamente será penalizada no quesito alegoria - uma das principais apostas da agremiação, o carro ritual Abaueté, quebrou em frente ao Setor 4. Ficou parado por quase cinco minutos. A escola, reduto de celebridades, teve uma estrela em especial, para quem todos os flashs estavam voltados: a madrinha de bateria Grazi Massafera. Linda, simpática, sorridente, e esforçando-se para sambar, a moça fez bonito na passarela.     Os desfiles     A Portela apresentou carros alegóricos bonitos, fantasias bem acabadas e muitas mulheres daquelas de levantar o sambódromo (a rainha da bateria, Adriana Bombom, no auge da forma, encabeçava a lista de beldades). Cavalos marinhos, recifes de coral, peixes, borboletas, golfinhos e pingüins apareceram em profusão. Os pontos altos foram o carro que trazia um gorila de dez metros de altura, representando a África e sua exuberância natural, e o que mostrava os efeitos dos abusos cometidos pelo homem: uma alegoria toda marrom, sem vida. Um buraco observado na metade final do desfile, provocado pelo atraso na entrada de um carro, pode prejudicar a escola.     Apesar de apresentar um lindo desfile, repleto de fantasias e alegorias de bom gosto e com acabamento impecável - assinatura da carnavalesca veterana Rosa Magalhães -, a Imperatriz não conseguiu levantar o público da Sapucaí com seu enredo "João e Marias", mais um que homenageou os 200 anos da vinda de d. João VI e a corte portuguesa ao Brasil. A agremiação enfrentou alguns problemas: um integrante da comissão de frente caiu e precisou de ajuda para continuar a apresentação. O quinto carro, que representava a chegada de d. João ao Rio, emperrou logo no início do desfile e causou um buraco. Integrantes ficaram desesperados e houve correria.   A proposta da Viradouro era colocar a Marquês de Sapucaí de pernas para o alto. A escola vermelha e branca de Niterói, no Grande Rio, fechou o primeiro dia de desfile na avenida e com o enredo "É de Arrepiar", composto por Paulo César Portugal, Evaldo, Tamiro e Lima de Andrade, e cantou uma multiplicidade de cenas de arrepiar. Ao final do desfile, que foi emocionante e inovador, a escola protestou contra o veto a um carro alegórico que retratava o Holocausto.     Na Unidos da Tijuca, segunda escola a desfilar no segundo dia de desfiles do carnaval do Rio, na noite desta segunda-feira, a coreógrafa Priscila Motta mostrou a coleção de máscaras de carnaval para o setor popular. Ganhou o público. Os alecrins tijucanos deram passagem para o símbolo da escola, o pavão. O carro alegórico que simbolizava a ave vinha com 80 bailarinos, que abriam leques, formando as asas do bicho num belo efeito.   Para celebrar o bicentenário da chegada de d. João VI e sua corte ao Brasil, a Mocidade, que abriu a noite de segunda-feira na Passarela do Samba, voltou ainda mais no tempo e contou a história de d. Sebastião, rei de Portugal que viveu no século 16. A escola de Padre Miguel fez um desfile alegre e colorido e contagiou parte do público, que balançava bandeirinhas verdes e brancas para saudar sua passagem.       A Vila Isabel tinha um enredo social, carros alegóricos criativos, mas, sem um samba contagiante a escola de Noel Rosa não conseguiu empolgar a Marquês de Sapucaí. O mesmo não pode se dizer da estreante Natália Guimarães a frente da bateria do mestre Mug. A miss Brasil casou "frisson" desde a concentração, acompanhada de perto por um batalhão de fotógrafos e por seu pai, Gilberto Guimarães. "Esse foi o melhor dia da minha vida, foi melhor que a passarela de miss. Acho que nem vou dormir essa noite".        Texto atualizado às 18 horas    

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