Beira-Mar é transferido para Presídio Federal de Catanduvas

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi transferido, na madrugada desta quarta-feira, 19, da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde estava preso desde março, para o presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná. Segundo informações do Ministério da Justiça, ele é o primeiro a ocupar o presídio federal, inaugurado em 23 de junho.O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em Brasília, só confirmou a transferência por volta das 11h50. Antes, o Aeroporto de Cascavel, no Paraná, já havia confirmado que um avião desceu na pista e que policiais federais foram até à aeronave com carros descaracterizados. A movimentação de policiais militares em frente ao presídio foi grande na manhã desta quarta.O pedido de transferência foi feito pela 1ª Vara da Justiça Federal em Curitiba e a operação, concluída às 3 horas desta madrugada, em caráter secreto, foi efetuada pelo Comando de Operações Táticas da Polícia Federal. De acordo com o Ministério da Justiça, há pedidos de cinco Estados para transferência de criminosos perigosos para o presídio de Catanduvas, mas não foi informado quais criminosos são esses.Beira-Mar está sob custódia do governo federal desde fevereiro de 2003, quando foi transferido do presídio de Bangu I, no Rio de Janeiro, para o Presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, no Estado de São Paulo.CatanduvasO presídio de Catanduvas foi inaugurado em junho, em solenidade da qual participaram o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o diretor do Departamento Penitenciário Federal, Maurício Kuehne. Com 12,6 mil metros quadrados de área construída, tem capacidade para 208 presos em celas individuais, divididas em quatro módulos. Até chegar à cela definitiva, o preso precisa passar por 17 portões de ferro. A penitenciária tem 12.600 m² de área construída e infra-estrutura e equipamentos de segurança como aparelhos de raio X e de coleta de impressão digital, detectores de metais e espectômetros - que identificam vestígios de drogas, armas e explosivos. O monitoramento é feito 24 horas por dia por meio de 200 câmeras de vídeo. Inicialmente a segurança será feita por 160 agentes - 140 homens e 20 mulheres - especialmente treinados. Uma das orientações é para que não tenham nenhum contato físico com os presos. As conversas entre eles somente serão permitidas em caso de extrema necessidade. O objetivo dos presídios federais - a construção de outros quatro, cada um com 200 vagas, está em andamento - é garantir isolamento maior dos chefes do crime organizado e aliviar a tensão no sistema carcerário estadual. O próximo a ser inaugurado é o de Campo Grande (MS), em agosto. O governo quer fazer rodízio de presos, para evitar formação de "grupinhos" e desarticular os que promovem rebeliões e lideram o crime organizado.Ao custo médio de R$ 20 milhões cada, os outros três presídios serão erguidos em Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e no Espírito Santo.Matéria ampliada às 13h15 para acrescentar informações sobre a transferência

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