Beira-Mar: mulher é condenada por extensão em telefone público

A juíza da 5ª Vara Criminal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Carmem Ribeiro Valentino, condenou a dois anos de prisão uma mulher que tinha dentro de casa uma extensão clandestina de um telefone público da Telemar.Patrícia Maria Nunes da Silva, moradora da favela Beira-Mar, em Duque Caxias, teria feito o "gato" a mando do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ela já responde a inquérito por lavagem de dinheiro da quadrilha do bandido.A ligação clandestina foi descoberta em fevereiro do ano passado e a condenação, que saiu um ano depois, foi a mais alta já concedida pela Justiça do Rio por este tipo de crime, informou a Telemar.Policiais civis que estavam na favela para investigar Patrícia e seu suposto envolvimento com o tráfico encontraram, além do "gato", pó branco semelhante à cocaína e R$ 6.371 que seria do bando de Beira-Mar.Patrícia teria ainda feito depósitos de altas somas de dinheiro numa conta em Mato Grosso do Sul que pertenceria à quadrilha. Patrícia foi presa em flagrante e denunciada pelo Ministério Público.A advogada da família, Vera Machado dos Prazeres, que estava na casa dela quando os policiais chegaram, chegou a oferecer suborno ao policial Eduardo Murilo Sampaio e foi condenada por corrupção ativa. Patrícia cumprirá a pena em regime semi-aberto.De acordo com a Telemar, somente de janeiro a março deste ano foram detectados 167 "gatos" de orelhões no Estado do Rio, além de 236 casos de badisco - conexão de um fio no telefone público que permite a realização de ligações gratuitas.Durante todo o ano passado, a empresa descobriu 917 extensões para residências e outros 542 casos de badisco. A Telemar não soube calcular o número de processos que já foram abertos na Justiça, mas divulgou que a prática é bastante comum no Rio.Se há flagrante de apropriação ilegal de linha pública, informou a empresa, é registrada queixa-crime contra o autor. Ainda segundo a Telemar, quando a Justiça julga os autores das ligações culpados, as condenações normalmente são a seis meses de detenção ou a prestação de serviços à comunidade.

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