Beira-Mar voltará para Bangu 1

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, vai voltar para o presídio de Bangu 1, que passará a ser administrado pela Secretaria de Segurança Pública do Rio. Beira-Mar foi transferido para o Batalhão de Polícia de Choque do Rio, depois de comandar uma rebelião em Bangu 1 que resultou em quatro mortes. A decisão foi tomada depois da inviabilidade de levá-lo para a penitenciária da Ilhas das Cobras, pertencente à Marinha.O ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, reconheceu hoje que nenhum Estado quer aceitá-lo. Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio, Roberto Aguiar, todo o pessoal que trabalha atualmente em Bangu 1 será transferido e substituído por outros funcionários. Um major da Polícia Militar, especialista em inteligência penitenciária, irá comandar o Departamento do Sistema Penitenciário (Depise), que também sairá do comando da Secretaria de Justiça do Estado.Aguiar anunciou diversas medidas que manterão Beira-Mar praticamente incomunicável. ?A partir de agora, a vida dele será um inferno. Até para urinar ele terá que pedir?, afirmou Aguiar, ressaltando que o traficante não poderá mais receber visitas no interior da cela, que será fiscalizada diuturnamente, e não terá banho de sol. Segundo ele, uma câmera blindada será instalada na cela, e seus advogados, familiares e quem for visitá-lo só poderão conversar com ele num outro local, separados por uma tela, sem qualquer contato físico. As visitas íntimas também serão suspensas.O governo do Rio está gastando R$ 700 mil na reforma das celas de Beira-Mar e de outros seis presos que também serão novamente transferidos para Bangu I, entre eles, Celsinho de Vila Vintém, também envolvido na rebelião da semana passada, quando o presídio ficou praticamente paralisado 23 horas, sob o comando de Beira-Mar. ?Dentro de dez dias ele estará de volta, mas de condições completamente diferentes?, disse Aguiar.O ministro voltou a criticar a situação de Bangu 1, classificando as condições do presídio como exemplo de falta de administração penitenciária. ?É preciso aperfeiçoar este sistema. O que choca em Bangu 1 é a falta de gestão no local?, disse o ministro.

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