Belo Horizonte economiza R$ 5 mi na iluminação

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que, durante o programa de racionamento de energia, entre julho e dezembro de 2001, manteve desligados 60 mil dos 172 mil postes de iluminação pública. Com a medida, executada pela Companhia Energética do Estado (Cemig) a municipalidade poupou, mensalmente, 35% do que gastaria com a iluminação pública. Isso significou economia de R$ 5 milhões. O montante, no entanto, foi pequeno se comparado ao orçamento do município para 2001: 0,2% de um total de R$ 1,9 bilhão.A direção da Cemig informa que, na próxima semana, estará com tudo pronto para religar os cerca de 500 mil pontos de iluminação pública espalhados por 774 municípios do Estado, que foram desativados durante o programa federal de racionamento de eletricidade. "Faremos isso à meia-noite do dia 31 de janeiro, caso o governo federal cumpra mesmo a promessa de acabar com a economia na iluminação pública no dia 1º de fevereiro", disse o diretor de Distribuição da estatal mineira, Aloísio Vasconcelos. Vasconcelos lembrou que a Cemig sempre foi contrária ao racionamento na iluminação pública. "No início de novembro, enviamos uma carta ao chamado Ministério do Apagão (a Câmara de Gestão da Crise), argumentando que a iluminação pública representa muito pouco no conjunto de fornecimento de energia e pedindo que alguns pontos pudessem ser religados", afirmou o diretor. A solicitação, baseada também em aumento de índices de criminalidade em função do desligamento de postes públicos, no entanto, não foi atendida.De acorco com Cemig, a iluminação pública responde por apenas 1% do total de energia consumido em Minas (cerca de 1 milhão de megawatts-hora, durante o racionamento). Seguindo a determinação do governo federal, as partir de julho do ano passado, em todo o Estado a empresa cortou 32,65% dos 1.531.857 pontos de iluminação. Em toda a região metropolitana de Belo Horizonte, foram desligados 138 mil (35%) de um total de 393 mil pontos.

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