Belo Horizonte mexerá em seu cartão postal, a Pampulha

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou hoje, em segundo turno, um projeto que flexibiliza as leisde uso e ocupação do solo da região da Pampulha, um verdadeiro cartão postal da cidade, que abriga um dos conjuntos arquitetônicos mais importantes do País. Em uma sessão tumultuada, a proposta foi aprovada por 25 votos a favor e apenas dois contra. O plenário ficou lotado de manifestantes contrários às mudanças, que dependem agora da sanção do prefeito Fernando Pimentel (PT). O projeto original, de autoria dos vereadores César Masci e Henrique Braga, sofreu alterações durante a tramitação ehavia sido aprovado na última semana, em primeiro turno. Hoje, ele foi apresentado junto com um substitutivo da Prefeitura (de autoria da vereadora Neusa Santos), que restringe a expansão comercial na região e não permite estabelecimentos como boates e outras casas noturnas. A matéria aprovada prevê, entre outras coisas, a liberação de atividades comerciais, com a instalação na orla da lagoa defarmácias, supermercados de pequeno porte, padarias, sacolões e outros comércios. A quota de terreno por unidade habitacional será reduzida de 120 metros quadrados para 80 metros quadrados. Autoriza também o aumento, de nove para 12 metros o tamanho das edificações na área norte da bacia. A Pampulha é considerada um marco arquitetônico do País, com suas originais e modernas desenhadas por OscarNuemeyer. O complexo, que inclui a lagoa e quatro obras principais ? a igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Cassino (hoje Museu de Arte) e o Iate Golf Clube ?, foi inaugurado em 1943 pelo então prefeito Juscelino Kubitscheck.

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